Paralisação dos bancários interrompe atendimento em agências de Manaus e Itacoatiara

Categoria aderiu a mobilização nacional nesta quinta-feira (20) e cobra reajuste salarial, aumento da PLR e mudanças nas condições de trabalho

Agências bancárias de Manaus e Itacoatiara estão fechadas nesta quinta-feira (20) em razão da paralisação dos bancários. O movimento faz parte de uma mobilização nacional da categoria e ocorre durante as negociações com as instituições financeiras.

Em Manaus, todas as agências da Caixa Econômica Federal aderiram à paralisação. Unidades do Bradesco e do Santander localizadas na região central da capital também não estão funcionando. Em Itacoatiara, todas as agências bancárias permanecem fechadas.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão a reposição da inflação com aumento real de 5% nos salários e a ampliação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A categoria também cobra mudanças no plano de saúde para funcionários e dependentes, folgas para pessoas com deficiência (PCDs), medidas de prevenção à violência contra bancários e ampliação das folgas destinadas à doação de sangue.

Sindicato aponta divergências nas negociações

O presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas, Daniel Batista, afirma que as propostas apresentadas pelos bancos não atendem às reivindicações dos trabalhadores.

Segundo o sindicato, as instituições financeiras propuseram redução nos valores dos vales-alimentação e refeição, manutenção do piso salarial sem reajuste e aplicação de índices diferentes de aumento conforme o nível dos funcionários.

A paralisação ocorre enquanto representantes dos trabalhadores e dos bancos discutem as condições do acordo da categoria.

Fechamento afeta clientes em Manaus

A suspensão do atendimento presencial provocou mudanças na rotina de clientes que procuraram as agências nesta quinta-feira.

A aposentada Vera Lúcia de Lima Freitas, de 68 anos, saiu do bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus, para resolver uma pendência relacionada à aposentadoria. Ela foi até uma agência do Bradesco na Avenida Eduardo Ribeiro, no Centro, mas encontrou o estabelecimento fechado.

“Saí muito cedo de casa pensando que seria uma das primeiras a chegar para resolver minha situação, mas deu tudo errado”, relatou.

Diante do fechamento, Vera decidiu permanecer no Centro e aguardar para tentar resolver a pendência.

“Vou dar uma volta por aí e depois volto. Já estou aqui no Centro mesmo”, afirmou.

A paralisação também atingiu pessoas que vieram do interior do Amazonas para realizar serviços bancários na capital.

Moradora de São Gabriel da Cachoeira, Cláudia Pereira, de 42 anos, está em Manaus para participar de um evento e pretendia aproveitar a passagem pela cidade para resolver pendências antes de retornar ao município.

Ao chegar a uma agência do Bradesco, encontrou as portas fechadas.

“Eu me deparei com a agência do Banco Bradesco fechada. Eu estava precisando, porque é necessário para todos nós cidadãos vir sacar, vir depositar. A gente precisa da agência aberta ao público. Se não tem, acaba nos prejudicando, prejudica nossos trabalhos e tudo mais”, disse.

Cláudia tem viagem marcada para esta sexta-feira (21) e afirmou que o fechamento da agência dificultou a resolução da pendência.

“Eu estava vindo às pressas porque amanhã já tenho que voltar para o meu município [São Gabriel da Cachoeira]. Eu deparei com a agência fechada”, contou.

A paralisação segue nesta quinta-feira e afeta o atendimento presencial nas unidades que aderiram ao movimento.

 

Com informaçoes do G1 AM

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus