A Prefeitura de Manacapuru decretou situação de emergência por 90 dias após o Rio Solimões registrar queda de 1,20 metro em uma semana. O nível chegou a 5,72 metros e atingiu a cota de alerta acompanhada pela Defesa Civil.
A medida foi adotada diante do avanço da vazante e tem como objetivo facilitar ações de atendimento às comunidades que podem enfrentar dificuldades de acesso durante o período de redução do nível dos rios.
Solimões já baixou mais de cinco metros
Desde o fim de julho, quando começou o período de descida das águas, o Rio Solimões já recuou mais de cinco metros em Manacapuru.
O nível registrado atualmente está cerca de três metros abaixo da marca observada no mesmo período de 2025. Conforme os dados apresentados, a cota atual corresponde à sexta maior vazante histórica registrada na região para esta época do ano.
A velocidade da descida das águas em setembro também está sendo acompanhada pelas autoridades locais. Esse ritmo de redução do nível do rio costumava ser observado principalmente a partir de outubro.
Decreto prevê envio de suprimentos
Com a situação de emergência, o município busca antecipar a aquisição e o transporte de itens considerados essenciais para comunidades mais distantes.
Entre os suprimentos previstos estão água potável, alimentos, medicamentos e materiais de limpeza.
A redução do nível dos rios pode dificultar o acesso a localidades onde o transporte de moradores e mercadorias depende principalmente de embarcações.
Bancos de areia dificultam transporte da produção
Os efeitos da vazante já são registrados no transporte fluvial e no escoamento da produção agrícola. A formação de bancos de areia e praias nas proximidades das comunidades dificulta o acesso de produtores aos trechos navegáveis do Solimões e de seus afluentes.
As restrições podem afetar o transporte de produtos agrícolas destinados ao comércio de Manacapuru e também de Manaus.
Vazante também afeta acesso a Anamã
Os impactos na navegação também são registrados em Anamã. Embarcações de maior porte que partem de Manacapuru já enfrentam dificuldades para entrar no canal de acesso ao município.
Com a redução da profundidade, passageiros precisam desembarcar ainda no leito do Rio Solimões e concluir parte do percurso até a sede de Anamã utilizando embarcações menores.






