Em meio a decisões jurídicas, sessões e julgamentos que movimentam o país, os dez ministros do Supremo Tribunal Federal também carregam uma característica que os aproxima de milhões de brasileiros: a paixão por futebol.
A composição da Corte reúne torcedores de diferentes clubes. Entre as preferências conhecidas publicamente estão equipes tradicionais do futebol brasileiro, com destaque para Corinthians, Palmeiras e Santos, além de representantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
Quem torce para quem?
A maior concentração está entre os clubes paulistas. Alexandre de Moraes é torcedor do Corinthians, enquanto Dias Toffoli tem ligação com o Palmeiras.
O Santos aparece duas vezes na relação. Os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes são torcedores do clube paulista.
Outro representante de São Paulo é Cristiano Zanin, que torce pelo São Paulo.
A lista também inclui clubes de outros estados. Nunes Marques é flamenguista, enquanto Luiz Fux tem ligação com o Fluminense.
Clubes de outras regiões também aparecem
O futebol paranaense está representado por Edson Fachin, torcedor do Coritiba. Paranaense, Fachin ocupa atualmente a presidência do STF, cargo que assumiu em setembro de 2025.
Já Flávio Dino tem o Botafogo como clube de coração. O ministro também se declara torcedor do Sampaio Corrêa, do Maranhão, seu estado natal.
Entre os dez integrantes da Corte, Cármen Lúcia é a exceção na relação: não possui uma preferência por clube de futebol declarada publicamente de maneira clara e recorrente.
Veja os clubes dos ministros
Alexandre de Moraes: Corinthians
André Mendonça: Santos
Cármen Lúcia: Sem preferência pública recorrente
Cristiano Zanin: São Paulo
Dias Toffoli: Palmeiras
Edson Fachin: Coritiba
Flávio Dino: Botafogo e Sampaio Corrêa
Gilmar Mendes: Santos
Luiz Fux: Fluminense
Nunes Marques: Flamengo
Uma arquibancada dentro do Supremo?
Se as preferências dos ministros fossem colocadas lado a lado como uma espécie de campeonato informal, o cenário teria oito clubes diferentes entre as principais torcidas da Corte.
Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo representam o futebol paulista. Flamengo, Fluminense e Botafogo levam a rivalidade carioca para a lista, enquanto o Coritiba aparece como representante do Paraná. Flávio Dino ainda acrescenta o Sampaio Corrêa à relação.
Apesar da diversidade de clubes, as preferências esportivas não têm qualquer relação com a atuação dos magistrados no tribunal.
Futebol fica fora dos julgamentos
A identificação com determinado clube é apenas uma curiosidade relacionada à vida pessoal dos integrantes do Supremo. A torcida não representa posicionamento jurídico, orientação de voto ou alinhamento entre os ministros.
A separação é especialmente relevante porque o STF está no centro de importantes discussões institucionais. Nesta terça-feira (15), por exemplo, a Corte tem sessão extraordinária marcada para as 10h para analisar o relatório da Polícia Federal relacionado às conversas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além dos procedimentos adotados durante a apuração.
O julgamento poderá definir se os elementos reunidos poderão embasar uma eventual investigação contra Moraes.
No plenário, portanto, prevalecem as questões jurídicas e institucionais. As rivalidades entre Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Coritiba ficam restritas à arquibancada.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo






