O Amazonas terá nove candidatos na disputa pelas duas vagas do estado no Senado Federal nas Eleições 2026. O primeiro turno será realizado no domingo, 4 de outubro, e, diferentemente das eleições para presidente e governador, não existe segundo turno para senador.
Estão na disputa Capitão Alberto Neto (PL), Dailson Corrêa (DC), Eduardo Braga (MDB), Evandro de Oliveira (PSTU), Ismael Munduruku (Rede), Plínio Valério (PSDB), Professora Evany (PSOL), Wilson Lima (União) e Xuxa do Amazonas (Mobiliza).
As duas cadeiras atualmente ocupadas por Eduardo Braga e Plínio Valério estão em disputa porque os mandatos terminam em 2027. Os dois concorrem à reeleição. A terceira cadeira do Amazonas pertence a Omar Aziz (PSD), cujo mandato vai até 2031 e que disputa o governo estadual neste ano.
Capitão Alberto Neto (PL)

Alberto Barros Cavalcante Neto nasceu em 5 de maio de 1982, em Fortaleza, no Ceará. Policial militar e professor, construiu parte da trajetória profissional na área de segurança pública antes de disputar eleições. Na Polícia Militar do Amazonas, atuou também na área de comunicação institucional. Atualmente, sua ocupação eleitoral é registrada como policial militar.
A estreia nas urnas ocorreu em 2018. Naquele ano, Alberto Neto foi eleito deputado federal e iniciou o primeiro mandato na Câmara em 2019. Em 2020, entrou na disputa pela Prefeitura de Manaus, mas não foi eleito. Nas eleições de 2022, conquistou o segundo mandato consecutivo de deputado federal, já filiado ao PL.
Durante a passagem pela Câmara, passou a concentrar parte da atuação em segurança pública, economia, infraestrutura e temas relacionados ao Amazonas. Em 2026, deixa de buscar um novo mandato de deputado para disputar pela primeira vez uma cadeira no Senado.
Na urna, Alberto Neto concorre com o número 222. O 1º suplente é Alessandro Toniza (PL) e o 2º suplente é Mário Bastos (PL).
Dailson Corrêa (DC)

Dailson de Queiroz Corrêa nasceu em 7 de junho de 1966, em Novo Aripuanã. Comerciante, também tem atuação empresarial e chegou à disputa pelo Senado depois de participar de eleições municipais em Novo Airão. É solteiro e declarou à Justiça Eleitoral que sabe ler e escrever, sem informar grau de escolaridade.
A trajetória eleitoral começou em 2004, quando concorreu a vice-prefeito de Novo Airão pelo PDT. A candidatura ficou sub judice. Em 2008, tentou novamente a Vice-Prefeitura, dessa vez pelo PSB, mas o registro foi indeferido com recurso. Em 2016, mudou de cargo e concorreu à Prefeitura de Novo Airão pelo PRP, sem ser eleito.
A eleição de 2026 marca a primeira candidatura de Dailson ao Senado. Ele concorre pelo Democracia Cristã com o número 277. O 1º suplente é Isaías Amazonas (DC) e o 2º suplente é Capelão Roberto da Silva (DC).
Eduardo Braga (MDB)

Carlos Eduardo de Souza Braga nasceu em 6 de dezembro de 1960, em Belém, no Pará. Engenheiro eletricista formado pela Universidade do Amazonas, atual Universidade Federal do Amazonas (Ufam), também declara a profissão de empresário. Sua trajetória eleitoral ultrapassa quatro décadas e passou pelos poderes Legislativo e Executivo.
Braga começou a carreira eletiva como vereador, com mandato entre 1983 e 1987. Depois foi deputado estadual, entre 1987 e 1991, e deputado federal, de 1991 a 1992. Em seguida, chegou à Vice-Prefeitura de Manaus e assumiu a Prefeitura da capital, permanecendo no cargo até 1997.
Depois de disputar o governo estadual em eleições anteriores, foi eleito governador do Amazonas em 2002 e reeleito quatro anos depois. Permaneceu no Executivo estadual até 2010, quando deixou o cargo para disputar o Senado.
Foi eleito senador naquele ano e iniciou o primeiro mandato em 2011. Entre 2012 e 2014, exerceu a liderança do governo Dilma Rousseff no Senado. Em 2015, licenciou-se do mandato para assumir o Ministério de Minas e Energia, onde permaneceu até 2016.
Em 2018, Braga conquistou novo mandato no Senado. O mandato atual termina em 2027, e ele busca nova reeleição em 2026.
Braga concorre pelo MDB com o número 155. A 1ª suplente é Sandra Braga (MDB) e o 2º suplente é Miguel Biango (MDB). Sandra Braga já chegou a exercer o mandato no Senado durante afastamento do titular.
Evandro de Oliveira (PSTU)

José Evandro de Oliveira nasceu em Parintins e tem 47 anos. É técnico de mecânica e operário mecânico. Sua trajetória profissional está ligada ao trabalho industrial e à atuação junto a trabalhadores terceirizados da Petrobras.
Ao contrário de candidatos que já passaram por diferentes cargos eletivos, Evandro chega à disputa sem mandato anterior. Sua primeira experiência eleitoral de maior alcance ocorreu em 2018, quando concorreu a deputado federal pelo Amazonas, mas não foi eleito. O perfil eleitoral reunido pela Agência Senado não registra cargo público eletivo exercido anteriormente.
A candidatura ao Senado em 2026 representa uma nova tentativa de chegar ao Congresso Nacional, agora disputando uma das duas cadeiras do Amazonas.
Evandro concorre pelo PSTU com o número 161. O 1º suplente é Antonio Neto (PSTU) e o 2º suplente é João Rebouças (PSTU). O candidato declarou patrimônio de R$ 7 mil à Justiça Eleitoral.
Ismael Munduruku (Rede)

Ismael Franklin Gonçalves, conhecido politicamente como Ismael Munduruku, tem 44 anos e nasceu em Manaus. Suas ocupações profissionais registradas são agrimensor e topógrafo. Também desenvolveu atuação como liderança indígena e educador político.
Ismael está ligado ao Parque das Tribos, comunidade indígena localizada na zona Oeste de Manaus, e é apresentado publicamente como cacique-geral da comunidade. Sua entrada na disputa eleitoral ocorre a partir dessa atuação ligada à representação indígena e às demandas de comunidades que vivem na capital e no interior.
Ele é irmão de Isael Munduruku, que disputa o governo do Amazonas em 2026 pela Rede. Diferentemente de candidatos que já passaram pelo Legislativo ou Executivo, Ismael não possui mandato eletivo anterior registrado.
Concorre ao Senado pela Rede com o número 181. A ficha publicada pela Agência Senado registra André Monteiro (Rede) como 2º suplente e não apresenta nome para a 1ª suplência.
Plínio Valério (PSDB)

Francisco Plínio Valério Tomaz nasceu em 31 de janeiro de 1955, em Eirunepé, no interior do Amazonas. Jornalista e redator, construiu a carreira profissional na comunicação antes de ocupar cargos eletivos.
Sua trajetória eleitoral inclui a Câmara Municipal de Manaus. Foi eleito vereador em 2012 e reeleito em 2016. Em 2013, durante o primeiro mandato municipal, assumiu por cerca de oito meses uma cadeira na Câmara dos Deputados na condição de suplente. No período, participou da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia.
Plínio também acumulou disputas eleitorais antes de chegar ao Senado. Em 2018, na terceira tentativa de conquistar uma cadeira na Casa, foi eleito com 834.809 votos, equivalentes a 25,36% dos votos válidos contabilizados para senador naquele pleito.
No Senado, participou de comissões e frentes parlamentares relacionadas a temas como Constituição e Justiça, educação profissional, navegação e assuntos da Amazônia. Também integrou a CPI das ONGs em 2023.
Em 2026, busca a reeleição pelo PSDB com o número 455. A 1ª suplente é Kelly Barbosa (PSDB) e a 2ª suplente é Professora Judite (PSDB).
Professora Evany (PSOL)

Maria Evany do Nascimento, conhecida como Professora Evany, nasceu em 5 de agosto de 1974, na zona Leste de Manaus. Professora universitária, tem trajetória acadêmica ligada à educação, cultura e história da capital amazonense.
É doutora pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Desde 1997, desenvolve pesquisas e trabalhos relacionados à história de Manaus, cultura amazônica e espaços públicos da cidade. Também atua na formação de professores e na produção de recursos educacionais voltados à educação básica.
Sua experiência eleitoral é mais recente. Em 2024, disputou uma cadeira na Câmara Municipal de Manaus, mas não foi eleita. Dois anos depois, passou da disputa municipal para uma eleição majoritária estadual e concorre ao Senado.
Evany disputa pelo PSOL com o número 500, sem coligação. O 1º suplente é Renan Rotondano (PSOL) e o 2º suplente é Jander Muniz (PSOL).
Wilson Lima (União)

Wilson Miranda Lima nasceu em 26 de junho de 1976, em Santarém, no Pará. Jornalista e redator, mudou-se para o Amazonas há cerca de duas décadas e trabalhou na comunicação antes de ingressar na política. CNN Brasil
A trajetória eleitoral começou diretamente em uma disputa pelo Executivo estadual. Em 2018, sem ter exercido mandato eletivo anteriormente, concorreu ao governo do Amazonas e foi eleito. Quatro anos depois, em 2022, disputou a reeleição e conquistou o segundo mandato.
Dessa forma, Wilson passou diretamente da comunicação para o Governo do Amazonas, sem passagem anterior pela Câmara Municipal, Assembleia Legislativa ou Congresso Nacional. Permaneceu à frente do Executivo estadual até 2026, quando deixou o cargo para entrar na disputa pelo Senado. A candidatura representa, portanto, sua primeira tentativa de ocupar um mandato legislativo.
Wilson concorre pelo União Brasil com o número 444. O 1º suplente é Luís Mário Bonates (União) e o 2º suplente é Babá Tupinambá (PP).
Xuxa do Amazonas (Mobiliza)

Milton Rogério Moreira Pinto, conhecido como Xuxa do Amazonas, nasceu em 26 de agosto de 1964, no Rio de Janeiro. Militar reformado, vive no Amazonas há quase 40 anos e também integra o grupo de fundadores do Amazonas Futebol Clube.
A trajetória eleitoral começou em 2008, quando disputou uma vaga de vereador em Manaus e ficou como suplente. Em 2010, tentou chegar à Assembleia Legislativa do Amazonas, mas teve o registro de candidatura negado antes da eleição. Posteriormente voltou a disputar eleições municipais para vereador.
Ao longo dessa trajetória, passou por diferentes partidos, incluindo PDT e PPS, atual Cidadania, antes de chegar ao Mobiliza. Apesar das candidaturas anteriores, não exerceu mandato eletivo.
Em 2024, foi preso em flagrante sob suspeita de corrupção eleitoral e posteriormente liberado. O caso deve ser apresentado na reportagem como investigação, sem atribuição de responsabilidade enquanto não houver decisão judicial definitiva.
Em 2026, Xuxa disputa pela primeira vez uma cadeira no Senado. Concorre pelo Mobiliza com o número 333, sem coligação. A 1ª suplente é Neida Farias (Mobiliza) e o 2º suplente é Angelo Reis (Mobiliza).
Por que os candidatos ao Senado têm suplentes?
Cada candidatura ao Senado é formada pelo titular, 1º suplente e 2º suplente. Na urna, o eleitor verá também os nomes e as fotos dos dois suplentes que integram a chapa do candidato escolhido.
O primeiro suplente pode assumir a cadeira quando o titular se afasta nas situações previstas em lei. O segundo é chamado quando o primeiro não pode assumir. O mandato dos senadores eleitos em 2026 será de oito anos, com início em 2027.
Foto: Imagem gerada por IA






