O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) mobilizou cerca de 50 militares e dez viaturas para combater o fogo entre os quilômetros 3 e 4 da AM-070. Após a extinção das chamas, as equipes permaneceram no local para realizar o rescaldo e vistoriar a área, com o objetivo de evitar o surgimento de novos focos.
Segundo o Painel do Fogo, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), até as 20h de quarta-feira, o incêndio havia atingido 441,32 hectares de vegetação, área equivalente a aproximadamente 600 campos de futebol.
Qualidade do ar em Iranduba
Na manhã desta quinta-feira, a qualidade do ar na região de Iranduba era classificada como moderada, segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
O monitoramento registrou concentração de 26,6 microgramas de partículas por metro cúbico (µg/m³). Pelo índice utilizado pelo sistema, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração varia de zero a 25 µg/m³.
Região registra segundo incêndio em menos de uma semana
Este é o segundo incêndio registrado em Cacau Pirêra em menos de uma semana. Há seis dias, outro episódio atingiu a região e destruiu aproximadamente 700 hectares de vegetação.
Na ocasião, o combate mobilizou 35 bombeiros e 15 viaturas, com utilização de mais de 150 mil litros de água.
Ainda não há confirmação de que os dois incêndios tenham relação ou de que o fogo iniciado na quarta-feira seja resultado da reignição das chamas anteriores. O Corpo de Bombeiros foi questionado sobre essa possibilidade, mas não havia respondido até a última atualização das informações.
Durante o combate ao primeiro incêndio, uma equipe de análise da corporação identificou sinais de que árvores atingidas pelo fogo haviam sido cortadas anteriormente.
O comandante do CBMAM, coronel Muniz, afirmou que as características da vegetação levantaram suspeitas de uma possível ação intencional.
“Uma das coisas que chamou a atenção foi exatamente isso: todas as árvores queimadas apresentavam essa característica, elas foram previamente cortadas. Então é possível a gente observar que elas foram devidamente cortadas, foi esperado secar a vegetação cortada e a partir daí surgiu o incêndio. Isso nos leva a crer que o incêndio foi completamente intencional e criminoso”, declarou.
A suspeita apontada pelo comandante diz respeito ao incêndio anterior. Até o momento, não há confirmação sobre a causa do fogo registrado nesta quarta-feira.
Amazonas registra mais de 17 mil focos de incêndio combatidos
Entre 1º de junho e 30 de setembro, o Corpo de Bombeiros combateu 17.178 focos de incêndios urbanos e florestais no Amazonas. Desse total, 3.798 foram registrados em Manaus e 13.380 no interior.
Segundo a corporação, aproximadamente mil profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, participam das ações de combate.
O CBMAM informou ainda que ampliou sua presença no interior do estado. Entre maio de 2025 e maio de 2026, o número de municípios com bases permanentes passou de 11 para 25.
O efetivo também aumentou, passando de 692 militares, em 2019, para 1.651, em 2026, após a realização de concurso público.
Operação Amazonas+Verde atua em 33 municípios
Em maio deste ano, o Corpo de Bombeiros iniciou a operação Amazonas+Verde, voltada ao combate a incêndios florestais, ao enfrentamento de crimes ambientais, à educação ambiental e à ampliação da capacidade de resposta da corporação.
De acordo com o CBMAM, as atividades de educação ambiental alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto. Atualmente, a operação permite ações imediatas de combate a incêndios em 33 municípios do Amazonas.
No lançamento da iniciativa, foram entregues 20 viaturas, das quais 17 são picapes equipadas com kits de combate a incêndio, além de 453 equipamentos destinados às atividades operacionais.
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






