O médico e escritor Drauzio Varella está entre os 17 candidatos à Cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), anteriormente ocupada pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura, que morreu em 22 de setembro de 2026.
A eleição para escolher o novo integrante da Academia está marcada para 12 de novembro. As inscrições para a disputa foram encerradas à meia-noite de 8 de outubro.
17 candidatos disputam a cadeira
Além de Drauzio Varella, a lista divulgada pela ABL reúne nomes de escritores, jornalistas, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas.
Confira os candidatos:
- Drauzio Varella
- Sergio Fonta
- Ana Bella Geiger
- Eduardo Baccarin-Costa
- Gutemberg da Silva Miranda
- José Hilcério Campos de Abreu
- Eloi Angelos Guio
- Taurino Araújo
- Alcimário Soares da Costa Júnior
- Ruy da Penha Lobo
- Rodrigo Cabrera Gonzales
- Martinho Ramalho de Melo
- Alexandra Vieira de Almeida
- Paulo Renato Ceratti
- José Gildo Pereira Borges
- J. M. Monteirás
- Franklin Machado
Quem foi Zuenir Ventura
Zuenir Ventura foi jornalista, escritor e professor universitário. Formado em Letras Neolatinas, iniciou a carreira no jornalismo em 1956 e trabalhou em veículos como Correio da Manhã, Veja, IstoÉ e Jornal do Brasil. Também foi colunista de O Globo.
Entre suas principais obras está 1968 – O ano que não terminou, publicado em 1988. O livro, que aborda acontecimentos políticos e sociais daquele período, teve 48 edições e vendeu mais de 400 mil exemplares. A obra também serviu de inspiração para a minissérie Anos Rebeldes, da TV Globo.
Outro livro de destaque foi Cidade partida, reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro que recebeu o Prêmio Jabuti de Reportagem.
Carreira e passagem pela Academia Brasileira de Letras
Em 1989, a série de reportagens O Acre de Chico Mendes recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog. Zuenir também publicou livros como Chico Mendes – Crime e Castigo e Minhas histórias dos outros.
Zuenir Ventura foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2014, sucedendo Ariano Suassuna na Cadeira 32. A posse ocorreu em março de 2015, com recepção da acadêmica Cleonice Berardinelli.
Em 2008, o jornalista recebeu um troféu especial da Organização das Nações Unidas (ONU) por sua contribuição à defesa dos direitos humanos no Brasil.






