O Amazonas chegou a 17 casos confirmados de sarampo até o dia 14 de outubro, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (15) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Em apenas uma semana, o número de diagnósticos passou de dez para 17, um aumento de 70%.
Desde 1º de setembro, o estado contabilizou 34 notificações suspeitas da doença. Desse total, 17 foram confirmadas, dez descartadas e sete permanecem em investigação. Até o momento, não há registro de mortes relacionadas ao sarampo.
Todos os casos confirmados estão concentrados em quatro municípios do Alto Solimões, região do Amazonas que faz fronteira com Peru e Colômbia.
Tabatinga concentra maior número de casos
De acordo com o levantamento da FVS-RCP, Tabatinga lidera o número de registros, com nove casos confirmados. Benjamin Constant aparece em seguida, com cinco diagnósticos, enquanto Atalaia do Norte contabiliza dois e São Paulo de Olivença registra um caso.
Apesar de os diagnósticos terem sido registrados no Amazonas, nove dos 17 pacientes residem no Peru. Entre os oito moradores do estado, três vivem em Tabatinga, três em Benjamin Constant, um em Atalaia do Norte e outro em São Paulo de Olivença.
A distribuição dos casos reforça a necessidade de acompanhamento epidemiológico na região de fronteira, onde há circulação de pessoas entre os três países.
Crianças menores de cinco anos representam a maioria dos pacientes
O boletim aponta que nove pessoas diagnosticadas com sarampo têm menos de cinco anos, o equivalente a aproximadamente 53% dos casos confirmados.
Outro paciente tem entre cinco e 14 anos, enquanto sete estão na faixa etária de 15 a 39 anos.
Entre os infectados, 11 são do sexo masculino e seis do sexo feminino. Quatro pacientes são indígenas, sendo três da etnia Kokama e um da etnia Mayuruna.
Os dados também mostram que 14 dos 17 pacientes não estavam vacinados contra o sarampo. Em um dos casos, a situação vacinal não foi informada.
Quais são os sintomas do sarampo?
O sarampo é uma doença viral de alta transmissibilidade, que pode ser disseminada pelo ar por meio de partículas respiratórias eliminadas por pessoas infectadas.
Entre os principais sintomas estão febre, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.
A suspeita da doença também considera o histórico de deslocamento do paciente. Pessoas que apresentam febre e manchas na pele após visitar regiões com circulação do vírus ou manter contato com indivíduos provenientes dessas localidades devem procurar atendimento de saúde.
A investigação dos casos pode incluir exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico.
Vacinação contra o sarampo está disponível gratuitamente
A Fundação de Vigilância em Saúde orienta a população a verificar a situação vacinal e procurar uma unidade de saúde caso existam doses pendentes.
A principal medida de prevenção é a vacinação com a tríplice viral, que oferece proteção contra sarampo, caxumba e rubéola.
O imunizante está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Manaus e dos demais 61 municípios do Amazonas.
A recomendação é manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente entre crianças e pessoas que vivem ou circulam em regiões onde há registros da doença.
Foto: Reprodução/Internet
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






