Manaus começou a manhã deste domingo (18) sob uma densa camada de fumaça e com índices preocupantes de poluição atmosférica. A capital amazonense ocupava a primeira posição entre as cidades brasileiras com pior qualidade do ar, conforme dados do sistema internacional de monitoramento IQAir.
A chuva que atingiu a cidade durante a manhã pode ajudar a reduzir parte dos poluentes suspensos na atmosfera. No entanto, a precipitação não garante que o ar volte imediatamente a condições consideradas adequadas para a saúde.
Índice de poluição supera o de outras capitais
Por volta das 7h, Manaus registrava 211 pontos no Índice de Qualidade do Ar (AQI), classificação correspondente a uma condição muito insalubre. Naquele momento, a concentração de material particulado fino chegava a 135,2 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
A diferença em relação à segunda colocada no ranking nacional era significativa. São Paulo, capital paulista, apresentava 72 pontos no mesmo indicador, menos da metade do índice registrado em Manaus.
Os números refletem a presença elevada de partículas na atmosfera e reforçam o alerta sobre as condições ambientais enfrentadas pelos moradores da cidade.
Monitoramento local também aponta situação crítica
Os dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também indicavam um cenário preocupante.
Por volta das 6h20, os pontos de monitoramento consultados na capital apresentavam qualidade do ar classificada como “péssimo”. No bairro Petrópolis, uma das medições registrou concentração de partículas de 173,5 µg/m³, conforme os dados informados pelo sistema.
Segundo o Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima dessa faixa, os indicadores passam por diferentes níveis de classificação, de moderado a péssimo.
Chuva pode reduzir partículas, mas não elimina o problema
A precipitação registrada na manhã deste domingo pode contribuir para retirar parte do material particulado suspenso no ar, diminuindo temporariamente a concentração de poluentes.
Apesar disso, a melhora não é necessariamente imediata ou suficiente para normalizar a qualidade atmosférica. Mesmo após a chuva, os índices podem permanecer elevados, dependendo da quantidade de poluentes acumulados e das condições ambientais.
Por isso, a redução da fumaça visível não deve ser considerada, isoladamente, um indicativo de que o ar está seguro para respirar.
Prefeitura orienta moradores a reduzir exposição
Diante do cenário de poluição, a Prefeitura de Manaus divulgou recomendações para diminuir o contato da população com a fumaça proveniente das queimadas.
Entre as principais orientações estão:
Manter a hidratação: beber bastante água ao longo do dia.
Proteger os ambientes internos: manter portas e janelas fechadas para reduzir a entrada de fumaça.
Aumentar a umidade do ar dentro de casa: utilizar métodos de umidificação dos ambientes.
Usar máscara ao sair: adotar a proteção recomendada pelo município ao precisar deixar a residência.
Evitar exercícios ao ar livre: reduzir atividades físicas em locais expostos à poluição.
As medidas buscam limitar a exposição às partículas presentes na atmosfera enquanto persistirem as condições desfavoráveis.
Queimadas são crime e podem ser denunciadas
A administração municipal também reforçou o alerta de que provocar queimadas é crime e pediu a colaboração dos moradores para denunciar ocorrências.
As denúncias podem ser feitas pelo telefone 153 ou pela plataforma Slim Manaus .
Enquanto os indicadores permanecerem elevados, a recomendação é acompanhar as atualizações dos sistemas de monitoramento e seguir as orientações das autoridades para reduzir os riscos associados à fumaça.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Reprodução / G1






