Eleições 2026: saiba o que caracteriza o crime de boca de urna

Pedir voto, distribuir santinhos e fazer carreatas no dia da votação é proibido; pena é detenção de 6 meses a 1 ano e multa

Neste domingo (25), os eleitores não podem pedir votos, distribuir propaganda ou abordar outros eleitores para influenciar a escolha do candidato. As práticas podem caracterizar o crime de boca de urna, vedado em todas as eleições.

O que é boca de urna

A boca de urna ocorre quando há tentativa de convencer o eleitorado a votar em determinado candidato, partido, federação ou coligação no dia da eleição.

O que é proibido

  • distribuição de santinhos;
  • pedidos de voto;
  • formação de grupos organizados para promover candidaturas;
  • comícios e carreatas;
  • uso de alto-falantes e outras formas de propaganda eleitoral.

Até o encerramento da votação, a legislação proíbe a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado ou portando instrumentos de propaganda, quando isso caracterizar manifestação coletiva.

O que é permitido

A manifestação individual e silenciosa do eleitor sobre a preferência política é liberada. O eleitor pode votar com itens como bandeiras, broches e adesivos, desde que não haja manifestação coletiva.

Redes sociais

No ambiente digital, a lei considera crime a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos por candidatos no dia da eleição. Conteúdos publicados anteriormente podem permanecer disponíveis.

Punição

Quem for flagrado fazendo boca de urna pode ser punido com detenção de 6 meses a 1 ano. A pena pode ser substituída por prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além do pagamento de multa.

Como denunciar

Irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral podem ser comunicadas pelo Pardal, aplicativo da Justiça Eleitoral. A ferramenta permite o envio de denúncias pelo celular, com informações sobre o local e fotos, vídeos e áudios que ajudem na análise da ocorrência.

O aplicativo é gratuito e está disponível nas lojas Google Play e App Store.

 

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus