O município de Parintins, no interior do Amazonas, recebeu o medicamento succinato de tafenoquina, disponibilizado pelo Ministério da Saúde para o tratamento da malária vivax. O remédio será incorporado aos atendimentos na região do Baixo Amazonas, com o objetivo de reduzir o número de doses necessárias durante o tratamento.
A distribuição do medicamento também contempla o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Parintins, responsável pela assistência a mais de 15 mil indígenas distribuídos em mais de 150 aldeias no Amazonas e em áreas do Pará.
Como funciona o tratamento com tafenoquina
A tafenoquina é administrada em dose única assistida, associada a três dias de tratamento com cloroquina, conforme o protocolo informado.
No esquema convencional citado, o tratamento utiliza cloroquina e primaquina durante um período de 7 a 14 dias.
A mudança busca facilitar o cumprimento do tratamento, principalmente em comunidades onde o acompanhamento contínuo dos pacientes pode ser dificultado pelas distâncias e pelo acesso aos serviços de saúde.
A dose única de tafenoquina não significa que todo o tratamento seja concluído em apenas um dia, já que o uso da cloroquina continua necessário.
A utilização da tafenoquina depende de avaliação clínica, incluindo teste de atividade da enzima G6PD, devido ao risco de reações graves em pessoas com deficiência dessa enzima. O medicamento também possui restrições de uso, que devem ser observadas pelos profissionais de saúde.
Profissionais de saúde recebem capacitação
Para a implementação do novo protocolo, o Ministério da Saúde e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) realizaram uma capacitação destinada aos profissionais que atuam na região.
O treinamento abordou os procedimentos de administração do medicamento e as orientações para o acompanhamento dos pacientes diagnosticados com malária vivax.
A medida integra a organização da rede de atendimento para a utilização da tafenoquina nas unidades de saúde.
Atendimento contempla mais de 150 aldeias indígenas
Os medicamentos e equipamentos foram encaminhados ao Distrito Sanitário Especial Indígena de Parintins, que atende mais de 15 mil indígenas em mais de 150 aldeias.
A área de cobertura inclui comunidades localizadas no Amazonas e em partes do Pará.
Segundo os dados apresentados, a região registrou mais de 3.600 casos de malária em 2023.
A chegada da tafenoquina amplia as opções terapêuticas disponíveis para os pacientes elegíveis ao novo protocolo.
Malária vivax exige diagnóstico e acompanhamento
A malária vivax é causada pelo parasita Plasmodium vivax, transmitido pela picada de mosquitos infectados do gênero Anopheles.
Entre os sintomas estão febre, calafrios, dor de cabeça, suor intenso e dores no corpo.
O diagnóstico deve ser realizado por meio de exames específicos, e a escolha do medicamento depende da avaliação dos profissionais de saúde.
O tratamento adequado é necessário para combater a infecção e reduzir o risco de recaídas.






