O Brasil registrou em 2025 o maior número de afastamentos do trabalho por transtornos mentais já contabilizado no país. Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indicam que mais de 546 mil licenças foram concedidas ao longo do ano. O volume representa aumento de 14% em relação a 2024.
Ansiedade e depressão lideram as causas de afastamento entre trabalhadores brasileiros. O crescimento dos casos ampliou o debate sobre saúde mental no ambiente corporativo e sobre o papel das empresas na prevenção de doenças relacionadas ao trabalho.
Especialistas apontam que a cultura organizacional tem impacto direto no bem-estar dos trabalhadores. O conceito envolve valores, práticas e comportamentos que orientam o funcionamento interno das empresas e influenciam a relação entre equipes, lideranças e metas.
Para Gabrielle Rodrigues, especialista em gestão empresarial, os números registrados pelo INSS indicam a necessidade de revisão das práticas adotadas nas organizações.
“Cultura organizacional não é o que está escrito na parede ou no site da empresa, é o que se vive todos os dias. Quando o colaborador não encontra espaço para diálogo, reconhecimento e desenvolvimento, o ambiente se torna propício ao adoecimento”, afirma.
Segundo ela, a forma como as empresas estruturam suas rotinas e processos internos pode influenciar diretamente o nível de estresse e desgaste emocional dos trabalhadores.
A organização do trabalho, a definição de metas e o modelo de liderança adotado pelas empresas são apontados como fatores que interferem na saúde mental das equipes.
Ambientes marcados por pressão constante, falhas de comunicação e ausência de reconhecimento tendem a gerar desgaste emocional e queda no engajamento profissional.
De acordo com Gabrielle Rodrigues, empresas que adotam estratégias voltadas à valorização das equipes tendem a reduzir impactos negativos no ambiente de trabalho.
“A empresa que entende que pessoas são o seu maior ativo investe em capacitação de líderes, promove equilíbrio entre vida pessoal e profissional e cria políticas claras de apoio à saúde mental. Isso não é apenas responsabilidade social, é estratégia de gestão”, destaca.
Saúde mental se torna desafio para empresas
O crescimento dos afastamentos por transtornos mentais ampliou a discussão sobre políticas internas de prevenção e acompanhamento psicológico no ambiente corporativo.
O tema também passou a integrar debates sobre produtividade, retenção de talentos e sustentabilidade das organizações.
Para especialistas em gestão e recursos humanos, a cultura organizacional deixou de ser apenas um conceito teórico e passou a ser considerada um elemento estratégico para a manutenção das atividades empresariais.
“Mais do que resultados financeiros, o desafio atual é construir ambientes onde produtividade e saúde caminhem lado a lado, fortalecendo o negócio e as pessoas que o tornam possível”, afirma Gabrielle Rodrigues.
Com informações da Assessoria de Comunicação*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






