O Amazonas ampliou a oferta de serviços voltados à saúde da mulher com a intensificação de exames, consultas e cirurgias na capital e no interior do estado. As ações são executadas por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e têm como objetivo reduzir a demanda por atendimentos e ampliar o acesso aos serviços.
As iniciativas incluem a abertura de novas estruturas, realização de mutirões e campanhas específicas, além da ampliação de serviços especializados em diferentes regiões.
Dados da rede estadual apontam redução de 49,2% na mortalidade materna em 2024 na comparação com 2023. O resultado é o menor registrado no estado em dez anos.
Segundo a secretária de Saúde, Nayara Maksoud, o avanço está associado à ampliação do acesso a consultas, exames e cirurgias, além da adoção de protocolos e qualificação das equipes.
“Aqui no estado do Amazonas, nós temos todo cuidado e um olhar muito especial para fazer com que a saúde da mulher seja prioridade. Quando a mulher tem acesso a consultas, exames e cirurgias em tempo oportuno, trabalhamos também a detecção precoce para poder agir rápido e salvar cada vez mais vidas. Isso ajuda as mulheres a viverem mais e a viverem melhor”, afirmou.
O atendimento à saúde da mulher é realizado em unidades de referência como o Instituto da Mulher Dona Lindu, que funciona com serviços de ginecologia e obstetrícia.
A rede também foi ampliada com a criação do Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu), unidade vinculada à Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas.
O centro realiza procedimentos de conização para tratamento de lesões pré-cancerígenas associadas ao HPV e tem capacidade para até 3 mil atendimentos por ano.
A FCecon recebeu investimentos em equipamentos e infraestrutura, incluindo aquisição de arco cirúrgico, aparelhos de ultrassonografia, instalação de câmaras conservadoras e modernização de sistemas com prontuário eletrônico e digitalização de processos.
As ações fazem parte da ampliação da capacidade de diagnóstico e tratamento na rede estadual.
Telemedicina amplia acesso no interior
O programa Saúde AM Digital passou a oferecer até 20 mil atendimentos mensais, incluindo consultas em ginecologia.
A iniciativa utiliza salas de telessaúde distribuídas na capital e em municípios do interior, permitindo o acesso a especialistas sem deslocamento.
Mutirões e campanhas ampliam atendimentos
Nos dias 21 e 22 de março, o estado participou de mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Saúde.
Durante a ação, mais de mil mulheres foram atendidas com cirurgias, consultas, exames de imagem e outros procedimentos. Participaram 15 unidades de saúde, além de estruturas como carretas de atendimento e o Barco Hospital São João XXIII. O Hospital Universitário Getúlio Vargas também integrou a mobilização.
Capacitação e novo método de rastreamento
No dia 25 de março, o município de Manacapuru recebeu uma oficina voltada à implementação de novo modelo de rastreamento do câncer do colo do útero.
A ação, realizada pela SES-AM em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou profissionais da Atenção Primária para utilização do teste DNA HPV, método que permite identificar o risco da doença com antecedência.
“Temos uma região singular e fazer com que a ampliação do acesso chegue em qualquer um dos cantos deste estado é o maior desafio para que essa política seja cada vez mais fortalecida. O Governo do Amazonas vem trabalhando com equipamentos inovadores para fazer com que isso aconteça. Além desses equipamentos, também olhamos para as mulheres pensando na redução do tempo de espera, ampliando a oportunidade de realização de procedimentos de acordo com a sua necessidade”, declarou.
Política segue diretrizes do SUS
As ações seguem diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e incluem a ampliação da rede física, uso de tecnologia e interiorização dos serviços.
De acordo com a Secretaria de Saúde, as medidas buscam reduzir desigualdades no acesso e ampliar a cobertura de atendimento em regiões de difícil acesso no estado.
Com informações da Assessoria de Comunicação da SES-AM*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






