O artista amazonense Eric Max, natural de Novo Airão, apresenta novos projetos que combinam cinema, música e literatura. Ele estreia o longa-metragem “Contigo”, no qual atua, e prepara lançamentos musicais e literários ao longo de 2026. A obra explora a relação entre um filho e sua mãe, Maria, durante uma crise ambiental na região do Rio Negro. A atriz enfrenta uma doença grave enquanto a comunidade abandona a área devido à mortalidade da fauna e à elevação das temperaturas.
Eric Max afirma que a região enfrenta efeitos significativos da crise climática, com morte de peixes e botos em rios aquecidos. No filme, os protagonistas ficam isolados, lidando com a dificuldade de retornar à comunidade e com a relação entre mãe e filho em meio ao abandono coletivo. A preparação de elenco buscou acessar o silêncio e a contenção emocional típicos da vida ribeirinha.
Contexto e influências
O roteiro do longa-metragem se baseia em experiências pessoais e na herança indígena do artista, com ascendência da etnia Baré pelo lado paterno. Eric Max passou a infância dividindo o tempo entre a família materna, cabocla, na sede do município, e a paterna, dedicada ao extrativismo e pesca em áreas isoladas. Ele descreve o cotidiano ribeirinho e os hábitos alimentares como elementos que influenciam suas obras, incluindo o uso do silêncio como tema central.
A carreira artística de Eric Max começou em Manaus com teatro aos 13 anos. Posteriormente, ele se mudou para o Rio de Janeiro e cursou direção cinematográfica na Academia Internacional de Cinema, atuando em montagem, edição, direção de arte e dramaturgia. A experiência permitiu estruturar suas próprias narrativas antes do desenvolvimento técnico dos filmes.
Projetos musicais e literários
Paralelamente ao longa, Eric Max desenvolve projeto musical autoral chamado “Ixé-pop Amazônico”, que combina cantos ancestrais, influências da catequização e composições em português e Nheengatu. As músicas incorporam sons da natureza, como água corrente e instrumentos tradicionais, junto a arranjos pop e eletrônicos. A canção “Mucura” exemplifica a proposta, usando símbolos da fauna amazônica pouco valorizados.
O artista busca adaptar elementos regionais a padrões internacionais de áudio e estrutura musical. O trabalho tem sido consumido por ouvintes na Europa, incluindo Portugal, França e Alemanha. O primeiro EP, com sete faixas, aborda narrativas folclóricas pouco difundidas fora da região Norte, e um álbum completo com 13 canções está previsto para novembro.
No campo literário, Eric Max negocia a publicação de “Madadá”, livro que explora a relação do artista com o território de origem da família paterna.
Com informações da Assessoria
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Ma






