Ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixaram 201 mortos e 747 feridos na manhã deste sábado (28), segundo a imprensa iraniana com base em dados da rede humanitária Crescente Vermelho.
Explosões foram registradas em Teerã e em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Autoridades israelenses afirmaram que a ofensiva teve como alvo estruturas militares e lideranças políticas iranianas, incluindo o líder supremo Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian, sem confirmação oficial sobre os resultados da operação.
O Exército norte-americano informou que não houve militares dos EUA feridos e classificou como mínimos os danos causados às bases americanas após a resposta iraniana.
Retaliação iraniana amplia conflito regional
Em reação aos bombardeios, o Irã lançou mísseis e drones contra território israelense e contra áreas que abrigam bases militares dos EUA no Oriente Médio. Sistemas antimísseis foram acionados em Israel e em países do Golfo.
Explosões foram registradas em Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Autoridades locais confirmaram danos a edifícios residenciais no Bahrein e ao menos uma morte em Abu Dhabi. Na Síria, quatro pessoas morreram após a queda de um míssil iraniano.
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo, foi fechado por razões de segurança, segundo a agência estatal iraniana Tasnim.
Mortes de autoridades e impactos civis
Fontes ouvidas pela agência Reuters informaram a morte do ministro da Defesa iraniano, Amir Nasirzadeh, e do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour. A imprensa estatal também relatou a morte de 51 estudantes após ataque a uma escola feminina no sul do país, além de outras vítimas em um ginásio esportivo.
Companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio. Operações no aeroporto de Dubai foram interrompidas e voos que partiram de São Paulo com destino à região retornaram.
Posição dos governos envolvidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a operação tem como objetivo destruir o programa nuclear iraniano e impedir que o país desenvolva armas nucleares.
Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva busca eliminar o que classificou como ameaça existencial representada pelo regime iraniano.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou o ataque como “agressão militar criminosa” e afirmou que as Forças Armadas responderão aos responsáveis.
Escalada ocorre após negociações nucleares
A ofensiva acontece após semanas de negociações entre Washington e Teerã sobre limites ao programa nuclear iraniano. Os EUA defendem o fim do enriquecimento de urânio, enquanto o governo iraniano afirma que o programa possui finalidade energética.
Esta é a segunda ação militar direta dos Estados Unidos contra o Irã em menos de um ano. Em junho de 2025, estruturas nucleares iranianas já haviam sido bombardeadas em operação realizada em apoio a Israel.
Presença militar e risco de ampliação do conflito
Nas últimas semanas, os Estados Unidos ampliaram a presença militar na região com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, além do reforço de tropas e aeronaves.
O Irã, por sua vez, realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China e reforçou a proteção de instalações nucleares.
A escalada ocorre em meio a crise econômica interna iraniana, marcada por sanções internacionais, inflação elevada e desvalorização da moeda local, além de protestos contra o governo registrados desde o início do ano.
Com informações do G1*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






