Beijo no carnaval pode transmitir doenças: veja riscos e formas de prevenção

Contato com saliva facilita contágio de vírus, bactérias e fungos durante a folia

Durante o carnaval, o beijo favorece a troca de microrganismos por meio da saliva e da mucosa da boca, criando um ambiente propício para a transmissão de doenças respiratórias, infecções virais, bacterianas, fúngicas e até infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Não existe beijo totalmente seguro, e o risco aumenta proporcionalmente ao número de pessoas diferentes com quem há contato. A prevenção passa por vacinação em dia, cuidados básicos de higiene e atenção a sinais visíveis de infecção nos lábios e na cavidade oral.

Mononucleose
Conhecida popularmente como “doença do beijo”, a mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr e transmitida pelo contato direto com saliva contaminada. Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de garganta, dificuldade para engolir, dores articulares, inchaço dos gânglios no pescoço, inchaço nas pálpebras e placas esbranquiçadas na garganta. Em muitos casos, a infecção pode ser assintomática e é mais frequente entre jovens de 15 a 25 anos. Em quadros mais graves, pode ocorrer aumento do fígado ou do baço. Não há vacina nem tratamento específico, sendo feito apenas o controle dos sintomas. Como orientação prática, após o fim do quadro, recomenda-se a troca da escova de dente.

Herpes labial
Transmitida por vírus, a herpes labial se manifesta com coceira, ardência e surgimento de bolhas agrupadas nos lábios, que evoluem para feridas. O vírus pode permanecer inativo no organismo e reaparecer em situações como estresse, febre, fadiga e exposição solar intensa. O maior risco de transmissão ocorre quando há bolhas e feridas abertas, período em que o contato direto deve ser evitado. O tratamento é feito com medicamentos orais ou tópicos, sempre com orientação médica.

Sapinho (candidíase oral)
Infecção causada pelo fungo Candida albicans, é mais comum em crianças, devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento e ao contato frequente com objetos levados à boca. Em adultos, ocorre principalmente em pessoas com baixa imunidade. Os sinais incluem placas brancas na língua, no céu da boca, nos lábios e nas bochechas, e o tratamento costuma ser local.

Sífilis
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode se manifestar como ferida na boca, com alto potencial de transmissão pelo beijo. A doença tem diagnóstico, tratamento e cura, todos disponíveis no Sistema Único de Saúde. O uso de preservativo continua sendo a principal forma de prevenção da transmissão sexual.

Lesões na boca que não cicatrizam em até 15 dias, apresentam sangramento, inchaço, alteração de cor, textura ou presença de nódulos devem sempre ser avaliadas por um profissional de saúde.

Outras doenças transmissíveis
O contato próximo também pode facilitar a transmissão de doenças como gripe, catapora (varicela), sarampo, caxumba e Covid-19. Todas possuem vacinas disponíveis, e a imunização atualizada é a principal forma de proteção.

Informações práticas
Os cuidados básicos incluem evitar beijar pessoas com feridas, bolhas ou lesões visíveis na boca, manter a vacinação em dia, não compartilhar objetos de uso pessoal, procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes e observar sinais de infecção antes do contato físico. Em síntese, a prevenção se baseia em vacinação, higiene, atenção aos sintomas e redução da exposição a múltiplos contatos sucessivos, especialmente em períodos de grande aglomeração, como o carnaval.

 

Com informações G1
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus