O Dia de Yemanjá foi celebrado nesta segunda-feira (2) em uma atividade realizada no Píer da Cidade Garantido, em Parintins. A ação ocorreu em parceria com o Terreiro da Mãe Bena e reuniu filhos de santo, brincantes e integrantes da comunidade ligada ao boi vermelho e branco.
A celebração foi marcada por cantos, gestos simbólicos e manifestações de fé voltadas às tradições das religiões de matriz africana. O encontro destacou a presença dessas expressões religiosas no contexto cultural amazônico.
Homenagem à Rainha do Mar
A homenagem foi dedicada a Yemanjá, orixá associada às águas e reconhecida como figura central nas religiões afro-brasileiras. Durante o ato, foram realizados agradecimentos e rituais que simbolizam proteção, espiritualidade e conexão com a natureza.
Segundo a líder religiosa Mãe Bena, o momento representou um gesto de gratidão e reconhecimento. “Hoje é um grande agradecimento em homenagem à nossa mãe Yemanjá. Quando se fala em Yemanjá, a gente fala de todas as nossas senhoras, que representam proteção, luz e harmonia. Yemanjá é uma grande mãe, é a mãe que traz os orixás a trabalho à terra, e nós estamos aqui para agradecer”, afirmou.
Relação com o boi
Mãe Bena também ressaltou a relação construída ao longo dos anos com o boi vermelho e branco. “O Terreiro da Mãe Bena veio aqui na gremiação vermelha e branca para dizer muito obrigado, desejar proteção, saúde e paz para todos que trabalham no boi. A Mãe Bena também é vermelha e branca. Já são 13 anos brincando na cênica do boi, e hoje pisamos aqui com grande amor, desejando muita paz, muita luz e muita harmonia”, disse.
A participação do terreiro na celebração reforça vínculos históricos entre manifestações religiosas afro-brasileiras e expressões da cultura popular amazônica.
Participação da comunidade
Para Maria de Lurdes, que acompanhou a celebração, a atividade representa um avanço no reconhecimento das religiões de matriz africana. “É uma ação muito importante que o Boi Garantido realiza hoje com a Mãe Bena, que é brincante da cênica há mais de uma década. O boi abrir as portas para uma celebração tão grandiosa como o Dia de Yemanjá, o Dia do Povo das Águas, tem uma representatividade muito forte dentro da Umbanda e das religiões de matriz africana”, afirmou.
Ela também comparou a iniciativa com outras ações culturais já realizadas. “Assim como foi marcante o boi abrir as portas e participar da festa de São Sebastião, hoje vivemos outro momento histórico. A Mãe Bena e os filhos do terreiro vieram fazer essa homenagem, e o sentimento é de gratidão e de dever cumprido”, completou.
Contexto cultural
A celebração integra um conjunto de práticas culturais que dialogam com diferentes matrizes religiosas presentes na formação do Festival de Parintins. O encontro evidencia a convivência entre fé, tradição popular e identidade cultural na Amazônia.
A atividade ocorreu de forma aberta, com participação da comunidade local e de pessoas ligadas às manifestações culturais do boi-bumbá.
Com informações da Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






