Brasil e Bolívia assinam acordo para interligação de sistemas elétricos

Projeto prevê troca de energia e construção de infraestrutura entre os dois países
Foto: Ricardo Botelho / MME

O Brasil e a Bolívia firmaram, nesta segunda-feira (16), um acordo bilateral para interconexão de seus sistemas elétricos. A assinatura ocorreu em Brasília, durante visita oficial do presidente boliviano, Rodrigo Paz Pereira, e reunião no Palácio do Planalto.

O acordo estabelece as bases para o intercâmbio de energia entre os dois países, com previsão de integração das redes elétricas. O projeto inclui a conexão entre a província de Germán Busch, no departamento de Santa Cruz, e o município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul.

A iniciativa prevê a instalação de uma estação conversora de frequência no lado brasileiro e a construção de linhas de transmissão com capacidade estimada de 420 megawatts (MW). A proposta é viabilizar o envio de energia entre os sistemas, conforme a disponibilidade de geração em cada país.

Participaram da assinatura o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro de Hidrocarbonetos e Energias da Bolívia, Sergio Mauricio Medinaceli Monrroy.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o intercâmbio ocorrerá principalmente com base em excedentes de geração, mantendo prioridade para o atendimento da demanda interna de cada país. O acordo também prevê trocas emergenciais em situações de contingência nos sistemas elétricos.

Durante a cerimônia, Lula destacou a cooperação histórica entre os dois países no setor energético e afirmou que a integração pode ser ampliada com novos projetos conjuntos.

O modelo definido no acordo estabelece que cada país será responsável pelo financiamento, construção e operação da infraestrutura em seu território. A coordenação técnica ficará a cargo do Comitê Técnico Binacional Brasil-Bolívia (CTB), responsável por acompanhar os estudos e a implementação do projeto.

A interligação busca ampliar a capacidade de integração energética regional e permitir maior flexibilidade no uso dos recursos disponíveis nos sistemas elétricos dos dois países.

 

 

Com informações da Agência Gov*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus