Brasil supera 2,6 milhões de turistas estrangeiros no início de 2026

Entradas internacionais crescem no bimestre, com alta em mercados da Europa e América do Sul, segundo dados oficiais

O Brasil recebeu mais de 2,6 milhões de turistas internacionais nos dois primeiros meses de 2026, de acordo com dados da Embratur, do Ministério do Turismo e da Polícia Federal. Apenas em fevereiro, foram registradas 1.287.800 entradas no país.

O resultado representa o segundo melhor desempenho já registrado tanto para o mês quanto para o acumulado do bimestre, colocando o período entre os maiores fluxos de visitantes estrangeiros da série histórica.

O aumento no número de turistas foi impulsionado por diferentes países, com destaque para mercados da Europa e da América do Sul.

Portugal liderou o crescimento proporcional, com alta de 29,7% no envio de turistas ao Brasil na comparação com o mesmo período de 2025. Na sequência aparecem Alemanha (17%), Reino Unido (14,5%) e França (8,6%).

Na América do Sul, a Colômbia registrou aumento de 37% no fluxo de visitantes, enquanto o Chile teve crescimento de 11,3%.

Argentina segue como principal emissor

A Argentina permanece como o principal país de origem de turistas para o Brasil. O fluxo por via aérea apresentou crescimento de 28% no período analisado.

No entanto, houve redução nas entradas por via terrestre. Em fevereiro de 2026, o número de visitantes argentinos caiu 17,8%, passando de 662.694 no mesmo mês de 2025 para 544.692.

Além da Argentina, Chile, Paraguai, Estados Unidos e Uruguai completam a lista dos principais emissores de turistas para o Brasil no período.

Comparação com anos anteriores

O volume total de visitantes estrangeiros no primeiro bimestre de 2026 é 52,9% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o país recebeu cerca de 1,7 milhão de turistas.

Na comparação com 2025, o resultado atual apresenta queda de 4,3%, mantendo, ainda assim, um patamar elevado de entradas internacionais.

Estratégia e diversificação

De acordo com a Embratur, o crescimento em diferentes mercados contribui para a diversificação da origem dos turistas e reduz a dependência de regiões específicas.

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, afirmou que os dados indicam continuidade no fluxo internacional e maior distribuição entre os países emissores.

“Os números mostram que estamos consolidando a posição do Brasil no turismo internacional, nos mesmos patamares elevados do ano passado, com o fato positivo de haver uma maior distribuição entre os países emissores, o que reduz a nossa exposição a crises regionais. Isso aumenta nossa resiliência e mostra nossa competitividade em mercados importantes da Europa, da Ásia e da América do Sul. O aumento expressivo nestes mercados mostra como estão funcionando as nossas estratégias de promoção internacional, executadas em parceria com os estados e o setor privado, que entregam diversificação de experiências com muita brasilidade”, afirmou.


Com informações da Agência Gov*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus