Brasileira tenta homologar recorde mundial após surfar onda gigante

Marca estimada em 24,99 metros superaria atual recorde feminino do surfe de ondas gigantes

 

A surfista brasileira Michelle des Bouillons busca a homologação de um possível recorde mundial após surfar uma onda gigante em dezembro, durante uma etapa da World Surf League (WSL), em Nazaré. A onda é estimada em 24,99 metros, o que poderia superar a atual marca feminina do surfe de ondas gigantes.

Se confirmada, a marca ultrapassaria o recorde de 22,4 metros pertencente à também brasileira Maya Gabeira, registrado em 2020 no mesmo local.
Apesar da dimensão da onda, Michelle afirma que não entrou no mar pensando em recordes.

“Eu não entrei nesse dia no campeonato pensando em bater um recorde mundial. Nunca busquei trazer esse peso para mim dentro das ondas que eu já surfei. Quando eu surfei aquela onda, eu sabia que ela era gigantesca, mas não passou pela cabeça: ‘Ah, possivelmente é um recorde’. Até porque tudo passa muito rápido”, diz a carioca em entrevista à CNN Brasil.

Processo de validação do recorde
Após o episódio, a atleta e sua equipe iniciaram o processo para comprovar oficialmente o tamanho da onda. Um dossiê técnico foi encaminhado ao Guinness World Records e também a Bill Sharp, criador do Big Wave Challenge Award, prêmio importante do surfe de ondas gigantes.

O material reúne análises detalhadas feitas com base em imagens de vídeo avaliadas quadro a quadro. O objetivo é identificar o ponto de maior altura da onda. Entre os responsáveis pelo estudo está o especialista Paulo Vinicius Lopes, que também participou da medição do recorde conquistado por Rodrigo Koxa em 2017.

Outro critério utilizado no cálculo envolve a proporção da imagem. A canela da própria surfista é usada como referência de medida para ajudar a estimar a altura da onda registrada.

Caso a marca seja confirmada, Michelle poderá superar um feito estabelecido por Maya Gabeira, uma das maiores referências do surfe de ondas gigantes. A atleta anunciou aposentadoria no início do ano passado.

 

Com informações da CNN*

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: Henrique Casinhas/SOPA Images/LightRocket via Getty Images