O taekwondo brasileiro alcançou um feito histórico em 2025. Campeão mundial na temporada passada, Henrique Marques foi eleito o melhor atleta masculino do mundo pela Federação Internacional de Taekwondo (World Taekwondo), tornando-se o primeiro brasileiro a receber a honraria desde a criação do prêmio, há 12 anos.
A premiação foi entregue na última segunda-feira (2), durante cerimônia realizada em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Além do troféu, o reconhecimento consolida o atleta de apenas 21 anos como um dos principais nomes da modalidade no cenário internacional.
Em publicação nas redes sociais, Henrique destacou o significado pessoal da conquista. “Nem nos meus melhores e maiores sonhos pude imaginar que tudo isso se tornaria realidade, um jovem negro nascido em família pobre e cria de favela. Hoje se tornou e é reconhecido como o melhor do mundo no que faz!”, escreveu.
Henrique viveu uma temporada marcante em 2025. Ao longo do ano, conquistou seis medalhas, sendo quatro de ouro, com destaque para o título inédito do Brasil no Campeonato Mundial de Wuxi, na China, na categoria até 80 quilos masculino. O resultado o levou à liderança do ranking mundial.
Além do Mundial, o brasileiro subiu ao lugar mais alto do pódio em competições importantes do circuito internacional, como o Rio Open, a Presidents Cup de Lima, no Peru, e o Grand Prix de Bangkok, consolidando uma sequência de resultados expressivos.
No encerramento da temporada, Henrique Marques também esteve entre os finalistas do Prêmio Brasil Olímpico, na categoria masculina. No entanto, a premiação ficou com Caio Bonfim, da marcha atlética. No feminino, o troféu foi conquistado por Maria Clara Pacheco, que também foi campeã mundial de taekwondo em Wuxi, na categoria até 57 quilos.
O auge recente da carreira do lutador é marcado por uma trajetória de superação. Em 2023, quando estava prestes a representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, Henrique foi diagnosticado com arritmia cardíaca durante exames médicos. Após passar por procedimento cirúrgico, ficou cerca de cinco meses afastado dos tatames.
Recuperado, voltou aos treinos e, em abril, garantiu vaga para a Olimpíada de Paris 2024. Entre a classificação e o início dos Jogos, enfrentou a perda do pai. Mesmo em meio ao luto, competiu na capital francesa, onde chegou até as quartas de final, encerrando um ciclo que antecedeu a temporada mais vitoriosa de sua carreira.
Com informações da Agência Brasil*
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
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