As buscas por cinco pessoas desaparecidas após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV já ultrapassaram 200 quilômetros de extensão pelos rios Negro e Solimões. A operação, iniciada após o acidente ocorrido na sexta-feira, 13, segue sem prazo para encerramento.
De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, entre 70 e 80 militares atuam diariamente na força-tarefa, incluindo mergulhadores, especialistas em salvamento aquático e equipes embarcadas.
“Estamos com muitas equipes espalhadas, fazendo buscas nas encostas e margens dos rios. Já avançamos mais de 200 quilômetros a partir do ponto do naufrágio”, afirmou o comandante.
Nesta quinta-feira, 19, 14 embarcações atuam simultaneamente na operação. Parte dos barcos foi disponibilizada pela empresa proprietária da lancha, além de embarcações do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Defesa Civil e da Marinha do Brasil.
Área considerada crítica
O acidente ocorreu na região do Encontro das Águas, área conhecida pela confluência dos rios Negro e Solimões. Segundo o comandante, as características do local — como diferença de densidade das águas, fortes correntes e presença de troncos arrastados pelo rio — dificultam os mergulhos e ampliam os riscos da operação. Apesar de a embarcação também estar sendo procurada, o foco principal permanece na localização das vítimas desaparecidas.
“A prioridade é encontrar as vítimas. A embarcação só é importante para garantir que não haja ninguém em seu interior”, explicou Muniz.
Mortes confirmadas e alerta
Até o momento, três mortes foram confirmadas: Samila de Souza, de 3 anos; Lara Bianca, de 22; e o cantor gospel Fernando Garcêz. Cinco pessoas continuam desaparecidas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a ausência de uma lista oficial de passageiros dificultou a consolidação inicial das informações, já que o documento teria sido extraviado junto com a embarcação. As autoridades também alertaram familiares e populares para que não realizem buscas por conta própria.
“Não recomendamos buscas aleatórias. Isso coloca em risco a vida dessas pessoas e pode comprometer toda a operação”, ressaltou o comandante. A Capitania dos Portos tem realizado abordagens para evitar navegação sem equipamentos de segurança ou preparo técnico.
Investigação e reforço
O comandante da lancha, José Pedro da Silva Gama, foi preso em flagrante após o acidente, pagou fiança e foi liberado. Posteriormente, a Justiça solicitou a prisão preventiva, e ele é considerado foragido. Ele deverá responder por homicídio culposo. A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas informou que cinco adultos receberam atendimento médico após o resgate e já tiveram alta.
O Grupamento de Bombeiros Marítimo de São Paulo enviou reforço com seis militares, incluindo um capitão, para apoiar nas buscas. A Marinha mantém aeronave, embarcações e equipes de mergulho na área do acidente e nas margens dos rios. As causas do naufrágio seguem sob investigação.
Com Informações do G1 Amazonas
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus.






