Caso de raiva em Lábrea acende alerta e torna vacinação obrigatória em nove cidades do AM

Doença confirmada em bovino leva reforço na imunização e pode travar transporte de animais sem comprovação

A confirmação de um caso de raiva em um bovino colocou o município de Lábrea, distante 712 quilômetros de Manaus, em alerta e levou à ampliação da vacinação obrigatória contra a doença em animais de produção.

Com a mudança, Lábrea passa a integrar a lista de nove municípios do Amazonas onde a imunização é obrigatória. Nas demais cidades, a vacina continua sendo recomendada.

O alerta foi emitido após exames confirmarem que um bovino, morto em janeiro, estava infectado. O animal apresentou sinais como alteração de comportamento, paralisia, salivação excessiva e falta de coordenação.

Diante do cenário, equipes da Agência de Defesa Agropecuária intensificaram ações nas propriedades rurais, com vacinação e orientação direta aos produtores. A fiscal agropecuária Larissa Carvalho destacou que a medida vale para todo o município.

“A portaria é válida para todo o território de Lábrea, perto do foco ou em áreas mais afastadas. Todos os produtores precisam vacinar seus animais”, afirmou.

A imunização é obrigatória para animais como bovinos, búfalos, ovinos, caprinos, equinos e outros a partir de três meses de idade. Quem nunca vacinou o rebanho deve aplicar duas doses, com intervalo de 30 dias. Além da vacinação, os produtores precisam informar os dados à agência, apresentando a nota fiscal da vacina e o número de animais imunizados.

A partir de maio, quem não comprovar a vacinação não poderá emitir a Guia de Trânsito Animal, documento necessário para transporte do rebanho. Sem isso, fica proibida a movimentação dos animais. A campanha segue até novembro, e quem não cumprir o ciclo completo poderá ser penalizado.

Paralelamente, as equipes também reforçam ações de vigilância, incluindo captura de morcegos — principais transmissores da doença no meio rural — e orientações sobre prevenção. A raiva é uma doença grave e pode ser transmitida para humanos. Entre os sinais nos animais estão andar cambaleante, isolamento, salivação excessiva e dificuldade para engolir.

Com Informações da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus