Casos de doença transmitida por gatos avançam no Amazonas e acendem alerta de saúde

Dados da FVS-RCP mostram quase 2 mil casos confirmados em humanos em 2025 e reforçam a importância do diagnóstico precoce

Os casos de esporotricose seguem avançando no Amazonas e exigem atenção redobrada da população. Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) apontam que, ao longo de 2025, 1.996 casos da doença foram confirmados em humanos, além do registro de um óbito no estado.

No total, 2.534 notificações foram registradas entre janeiro e dezembro, com a maior parte das confirmações concentrada em Manaus. Também houve casos em municípios como Presidente Figueiredo, Barcelos, Iranduba, Manacapuru, Rio Preto da Eva, Maués e Itacoatiara, indicando que a doença já circula fora da capital.

O levantamento da FVS-RCP também mostra um cenário preocupante entre os animais. Em 2025, foram 4.607 casos confirmados de esporotricose animal, sendo quase 98% em gatos. Mais de 2,3 mil animais estavam em tratamento, e 2.215 morreram ou precisaram ser submetidos à eutanásia, o que amplia o risco de transmissão para humanos.

A esporotricose é causada por um fungo presente no solo, em plantas e em matéria orgânica em decomposição. A infecção acontece quando o fungo entra no organismo por meio de ferimentos na pele, como cortes, arranhões ou espinhos. Em áreas urbanas, o contato com gatos infectados tem sido a principal forma de transmissão para pessoas, por meio de mordidas, arranhaduras, lambeduras ou contato com lesões.

Diante do avanço da doença, a esporotricose humana passou a integrar a lista nacional de notificação compulsória, o que torna obrigatória a comunicação imediata de casos suspeitos ou confirmados aos serviços de saúde. A orientação é que pessoas com feridas que não cicatrizam, especialmente após contato com animais doentes ou com solo e plantas, procurem atendimento médico.

Como forma de prevenção, a recomendação é evitar que gatos e cães circulem sem supervisão, não tocar em feridas de animais sem proteção e buscar atendimento veterinário diante de qualquer suspeita. O diagnóstico precoce reduz complicações e ajuda a conter a disseminação da doença.

O informe epidemiológico completo está disponível no site www.fvs.am.gov.br

 

Com Informações da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus