O CCPI Amazônia, em Manaus, será utilizado como polo complementar da Interpol para o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado na América do Sul. O projeto integrará especialistas brasileiros e sul-americanos, com intercâmbio de dados, monitoramento de rotas ilícitas e operações conjuntas, fortalecendo a segurança na região amazônica e nas fronteiras.
O programa será liderado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e financiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), por meio do Fundo Nacional Antidrogas (Funad). O apoio operacional ficará a cargo da Polícia Federal.
A Interpol disponibilizará suas ferramentas e capacidades para a força integrada, que contará com policiais brasileiros e de outros países sul-americanos. O CCPI Amazônia funcionará como polo regional, com foco no monitoramento e no mapeamento das rotas de tráfico na Amazônia, área estratégica devido à sua extensão territorial e à atuação de organizações transnacionais.
O modelo segue a experiência das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), coordenadas pela Polícia Federal, ampliando a atuação para o âmbito regional. Entre as prioridades estão o rastreamento, recuperação e destinação de ativos de origem ilícita, com o objetivo de descapitalizar organizações criminosas e reinvestir recursos em políticas públicas.
Durante a cerimônia de formalização da parceria, realizada no dia 23/02 no Palácio da Justiça, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a cooperação terá resultados práticos e duradouros, ampliando a integração regional e os benefícios da Interpol para a América do Sul.
Participaram também da assinatura da Declaração de Intenções a secretária da Senad, Marta Machado, que destacou o avanço da cooperação regional, e o diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, que ressaltou a experiência da corporação na gestão de bases integradas de investigação.
O programa permitirá acesso às bases de dados e sistemas da Interpol e das agências nacionais, promovendo operações conjuntas em tempo real e fortalecendo a atuação contra redes criminosas transnacionais.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






