A reunião extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada nesse domingo (4), terminou sem um posicionamento conjunto sobre a situação da Venezuela após a ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano. O encontro reuniu representantes de 33 países da América Latina e do Caribe, mas divergências internas impediram a divulgação de uma nota oficial ao fim da discussão.
Durante a reunião, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reiterou a avaliação de que a operação norte-americana representa uma violação da soberania venezuelana e das normas do direito internacional. Apesar disso, a ausência de consenso entre os países-membros levou a Celac a encerrar o encontro sem um posicionamento unificado.
Paralelamente, Brasil, México, Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai divulgaram um comunicado conjunto expressando preocupação com a ação militar. No texto, os países afirmam que operações unilaterais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, como o respeito à soberania, à integridade territorial dos Estados e a proibição do uso da força, previstos na Carta das Nações Unidas.
Diante do agravamento da crise, o governo brasileiro convocou uma reunião ministerial de emergência para avaliar os impactos políticos e humanitários do episódio, especialmente em razão da extensa fronteira terrestre entre Brasil e Venezuela. A reunião foi coordenada de forma remota pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a ação militar como inaceitável e alertou para o risco de instabilidade na América Latina.
Autoridades brasileiras informaram que, até o momento, não há registro de brasileiros feridos e que a situação na fronteira segue sendo monitorada. O governo também avalia possíveis desdobramentos relacionados a fluxo migratório e segurança regional, enquanto defende uma resposta baseada no diálogo e no fortalecimento das instituições multilaterais.
Com Informações do G1
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






