Cesta básica recua em Manaus, enquanto preços sobem na maior parte do país

Capital amazonense registra queda de 1,43% no custo dos alimentos, aponta levantamento do Dieese

O custo da cesta básica caiu em Manaus em dezembro de 2025, na contramão do movimento registrado na maior parte do país. Dados da Dieese, em levantamento realizado em parceria com a Conab, mostram que os preços aumentaram em 17 capitais brasileiras, enquanto a capital amazonense apresentou redução de 1,43% no período.

A queda observada em Manaus acompanha uma tendência registrada principalmente na região Norte, que concentrou as maiores reduções do país. Porto Velho liderou o recuo, com baixa de 3,60%, seguida por Boa Vista (-2,55%) e Rio Branco (-1,54%). Já em João Pessoa, o custo médio da cesta básica ficou estável, sem variação.

Por outro lado, a pesquisa aponta que os maiores aumentos ocorreram em capitais do Nordeste e Sudeste. Maceió registrou a elevação mais expressiva do mês, com alta de 3,19%, seguida por Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%).

Carne e batata pressionam preços

Entre os itens que mais influenciaram o comportamento da cesta básica em dezembro está a carne bovina de primeira, que teve aumento em 25 das 27 capitais pesquisadas. Segundo o Dieese, a alta está relacionada ao aquecimento da demanda interna e externa, aliado à oferta mais restrita do produto no mercado.

Outro item que pesou no orçamento das famílias foi a batata, que apresentou aumento de preços em praticamente todo o país. A única exceção foi Porto Alegre, onde houve queda de 3,57%. No Rio de Janeiro, o produto chegou a registrar alta de 24,10%, impacto atribuído às chuvas e ao encerramento do período de colheita.

Manaus entre as capitais com menor custo

Apesar da variação mensal negativa, Manaus segue entre as capitais com valores intermediários da cesta básica quando comparada aos grandes centros. Em dezembro, as cestas mais caras do país foram registradas em São Paulo (R$ 845,95), Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica é diferente, os menores custos médios foram observados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Com base no valor da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo, o Dieese estimou que o salário-mínimo necessário em dezembro de 2025 deveria ser de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o salário-mínimo vigente, de R$ 1.518. O cálculo considera despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, lazer e previdência, conforme determina a Constituição.

 

Com Informações da Agência Brasil

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus