Cheia dos rios avança e leva sete municípios do Amazonas à situação de emergência, aponta Defesa Civil

Cidades enfrentam alagamentos e prejuízos; nível do Rio Negro segue em subida e mantém monitoramento em Manaus

Subiu para sete o número de municípios do Amazonas em situação de emergência por conta da cheia dos rios. A informação é da Defesa Civil do estado, que monitora o avanço das águas em diferentes regiões.

Entraram na lista os municípios de Atalaia do Norte e Benjamin Constant, na calha do Alto Solimões; Boca do Acre e Canutama, no Rio Purus; além de Carauari, Eirunepé e Itamarati, localizados na calha do Rio Juruá. As cidades já enfrentam impactos diretos, como alagamentos em áreas urbanas e rurais, além de dificuldades de acesso a comunidades.

A classificação de emergência indica que os efeitos da cheia já comprometem a rotina das populações e a infraestrutura local. Além dos sete municípios em emergência, outras 12 cidades estão em alerta e 15 seguem em estado de atenção. Já 28 municípios permanecem em normalidade, incluindo Manaus.

O órgão estadual informou que segue acompanhando os níveis dos rios e prestando apoio às administrações municipais para ações de resposta e assistência às famílias afetadas.

Níveis dos rios

De acordo com o levantamento mais recente, os níveis seguem elevados nas cidades em emergência. Em Carauari, o Rio Juruá atingiu 28,24 metros, enquanto em Canutama, o Rio Purus chegou a 24,27 metros. Já em Benjamin Constant, o Rio Solimões está em 21,34 metros.

Em Manaus, o Rio Negro registrou 24,86 metros nesta terça-feira, 17, nível abaixo do observado no mesmo período do ano passado. A tendência, segundo o Serviço Geológico do Brasil, é de continuidade da cheia até o mês de junho.

Reconhecimento federal e auxílio

O Governo Federal reconheceu a situação de emergência em três municípios: Eirunepé, Itamarati e Boca do Acre. Com isso, as prefeituras podem solicitar recursos para ações de defesa civil, como distribuição de cestas básicas, água potável e kits de higiene.

Moradores dessas localidades também podem acessar o saque do FGTS por calamidade. O valor pode chegar a R$ 6.220 por conta vinculada, desde que haja saldo disponível.

“O reconhecimento permite que as cidades tenham acesso a recursos para atender a população atingida pela cheia”, informou a Defesa Civil.

O pedido do benefício pode ser feito de forma digital, pelo aplicativo FGTS, sem necessidade de deslocamento até agências bancárias. O prazo para solicitação segue até 11 de junho de 2026.

Com Informações do G1 Amazonas

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus