A China utilizou a celebração do Ano Novo Lunar de 2026 como vitrine para apresentar avanços em robótica e inteligência artificial. Durante a Gala do Festival da Primavera, programa televisivo mais assistido do país, robôs humanoides participaram de apresentações com dança, artes marciais e movimentos sincronizados ao lado de artistas.
O espetáculo foi transmitido para centenas de milhões de pessoas e mostrou máquinas realizando sequências complexas, com equilíbrio, coordenação e resposta a estímulos em tempo real. Os equipamentos foram desenvolvidos por startups chinesas como Unitree Robotics, Galbot, Noetix e MagicLab.
Além do entretenimento, a apresentação teve caráter estratégico. A gala tem sido utilizada nos últimos anos para destacar inovações em robótica, drones, computação gráfica com inteligência artificial e automação industrial, alinhadas ao plano do país de ampliar sua liderança em manufatura inteligente e sistemas autônomos.
Em comparação com edições anteriores, a evolução foi considerada significativa. Em 2025, os robôs haviam participado apenas de danças tradicionais. Em 2026, demonstraram habilidades mais avançadas, como movimentos de combate e recuperação após quedas, indicando avanços em sensores, mobilidade e processamento de dados.
Especialistas apontam que a China concentra cerca de 90% das vendas globais de robôs humanoides, consolidando sua posição no mercado internacional de automação. A estratégia busca reduzir a dependência de mão de obra em setores industriais e de serviços.
O evento também reforça a tentativa do país de se posicionar como referência em inovação. Historicamente associada à produção de baixo custo, a China tem investido em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação técnica para ampliar sua competitividade global.
A gala anual funciona como uma vitrine das conquistas científicas e industriais, integrada às políticas de autonomia tecnológica e fortalecimento da indústria nacional. Outras apresentações recentes também têm combinado manifestações culturais com demonstrações de equipamentos estratégicos.
O Ano Novo Lunar é a principal celebração do país e reúne milhões de pessoas em eventos familiares, culturais e televisivos. A união entre tradição e tecnologia busca preservar a identidade cultural enquanto projeta uma imagem de modernidade.
A repercussão internacional da apresentação indica o interesse chinês em liderar a próxima fase da revolução industrial baseada em inteligência artificial e automação. A iniciativa integra uma estratégia de ampliação da influência global por meio de inovação, comércio e diplomacia tecnológica.
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






