As cirurgias de abdome e pelve foram as mais realizadas pelo centro cirúrgico da FCecon em 2025, representando 35,17% do total de 2.846 procedimentos. A unidade também registrou alta demanda em cirurgias de mastologia e urologia, mantendo padrões de segurança e modernização tecnológica.
O centro cirúrgico da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), registrou 2.846 cirurgias em 2025. Entre elas, os procedimentos no abdome e na pelve – envolvendo sistemas digestório, urinário, reprodutor, circulatório e nervoso – foram os mais realizados, totalizando 35,17% das cirurgias.
Segundo a diretora técnica da FCecon, Hilka Flávia do Espírito Santo, essas cirurgias são classificadas como complexas e abrangem tratamento de nódulos malignos localizados em órgãos como apêndice, estômago, cólon, bexiga e ovário. “O centro cirúrgico conta com equipamentos modernos e uma equipe capacitada para procedimentos de baixa, média e alta complexidade oncológica”, afirmou.
As cirurgias de mastologia foram a segunda mais demandada, com 477 procedimentos, refletindo a alta incidência de câncer de mama no Amazonas, que registra cerca de 500 novos casos por ano. Em seguida, as cirurgias urológicas somaram 414 procedimentos, envolvendo tumores no trato urinário e reprodutor masculino, incluindo rins, bexiga, próstata, testículos e pênis.
Investimento em tecnologia
Em 2025, o centro cirúrgico passou a utilizar um novo arco cirúrgico com potência de 15 quilowatts, substituindo o equipamento anterior de 2 quilowatts. O novo equipamento permite imagens 100% digitais, maior precisão durante as cirurgias e menor exposição à radiação para pacientes e profissionais de saúde, além de ser móvel e ajustável conforme a necessidade do procedimento.
Segurança do paciente
Desde 2019, a FCecon é avaliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e mantém alta conformidade em segurança do paciente. A unidade segue protocolos de higienização das mãos, prevenção de infecções hospitalares, prevenção de quedas e cirurgia segura. Os indicadores mostram que a taxa de mortalidade intraoperatória e erros de lateralidade permanecem zerados, reforçando a eficácia das medidas adotadas.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






