O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma mudança significativa nas regras de elegibilidade para competições femininas. A partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, apenas mulheres biológicas poderão disputar provas nessa categoria.
A nova diretriz foi aprovada pelo Conselho Executivo da entidade e faz parte da Política de Proteção da Categoria Feminina no Esporte Olímpico. A medida, no entanto, não terá efeito retroativo e não altera resultados ou participações de edições anteriores.
Critério será baseado em teste genético
De acordo com o COI, a elegibilidade será definida prioritariamente por meio da detecção do gene SRY (Sex-determining Region Y), geralmente presente no cromossomo Y e associado ao desenvolvimento sexual masculino.
A análise poderá ser feita por métodos simples, como saliva, esfregaço bucal ou exame de sangue. Atletas que apresentarem resultado negativo — ou seja, sem a presença do gene — serão consideradas aptas a competir na categoria feminina de forma permanente, salvo eventual erro comprovado.
Decisão baseada em estudos científicos
A entidade informou que a nova política foi construída com base em análises técnicas e evidências recentes. Um grupo de trabalho criado em setembro de 2025 reuniu especialistas para avaliar dados sobre desempenho esportivo.
Segundo o COI, os estudos indicam que o sexo masculino pode proporcionar vantagens em modalidades que exigem força, potência e resistência, o que motivou a adoção de critérios mais objetivos para a divisão das categorias.
A presidente da entidade, Kirsty Coventry, destacou que a medida busca garantir justiça esportiva e segurança nas competições.
“Como ex-atleta, acredito fervorosamente no direito de todos os atletas olímpicos de participarem de competições justas. A política que anunciamos é baseada na ciência e foi liderada por especialistas médicos. Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens podem significar a diferença entre a vitória e a derrota. Portanto, é absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, isso simplesmente não seria seguro.”
A decisão deve impactar federações internacionais e abrir debates no cenário esportivo global nos próximos anos, especialmente com a proximidade dos Jogos de Los Angeles.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: AFP/Yves Herman






