O comandante da lancha Lima de Abreu XV, embarcação que naufragou no Encontro das Águas, em Manaus (AM), Pedro José da Silva Gama, de 43 anos, está foragido mesmo após a decretação da prisão preventiva, segundo informações da investigação conduzida pela Polícia Civil do Amazonas. A decisão judicial foi tomada como parte das apurações sobre as causas do acidente, que deixou mortos, feridos e desaparecidos nas águas que marcam a confluência dos rios Negro e Solimões.
A Justiça decretou a prisão preventiva do comandante após indícios de conduta negligente na condução da embarcação e pela necessidade de preservar a ordem pública e a investigação. Porém, até o momento, ele não foi localizado pela polícia e constava como foragido.
Autoridades afirmaram que as diligências para capturá-lo continuam em aberto, com apoio de diferentes unidades policiais e dos órgãos de fiscalização.
O naufrágio aconteceu na tarde de sexta-feira (13) quando a lancha, que transportava cerca de 70 passageiros com destino a Nova Olinda do Norte, perdeu estabilidade e virou em meio às fortes correntes e condições adversas do trecho conhecido como Encontro das Águas.
Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e da Marinha do Brasil realizam buscas pelos sete passageiros desaparecidos, com apoio de mergulhadores, sonares, drones e embarcações especializadas.
Até o momento, três corpos foram localizados e identificados. Uma criança de 3 anos, uma jovem de 22 anos e músico Fernando Grandêz, cuja identidade foi confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML) após reconhecimento familiar.
Outras cinco pessoas permanecem desaparecidas, e as buscas seguem sem previsão de término, devido às dificuldades naturais do local.
Dificuldades naturais que complicam as buscas
O trecho do Encontro das Águas apresenta fortes correntes, mudanças abruptas de profundidade e baixa visibilidade, fatores que, combinados à grande extensão territorial, tornam o trabalho de resgate extremamente desafiador, mesmo com uso de tecnologia avançada, como sonares multifeixe e drones.
Segundo os bombeiros, a diferença de densidade entre as águas dos rios Negro e Solimões também interfere na dispersão de objetos e corpos, exigindo técnicas especiais de varredura e mergulho.
A investigação da Polícia Civil apura possíveis falhas de manutenção, sobrecarga e omissão do comandante, que poderiam ter contribuído para o naufrágio. A Justiça considerou esses elementos na decisão pela prisão preventiva, que ainda não foi cumprida.
Além disso, equipes da Polícia Técnico-Científica trabalham para identificar fatores materiais e humanos que levaram ao acidente, em paralelo às diligências para localizar o comandante.
Por Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Manaus






