O aumento de até 56% no preço do querosene de aviação (QAV), anunciado pela Petrobras, acendeu um alerta no setor aéreo e levou o governo federal a preparar um pacote de medidas para reduzir os impactos nas companhias e nos passageiros.
O combustível é um dos principais custos da aviação e pode representar mais de 30% das despesas operacionais das empresas. Com isso, o reajuste já provoca pressão sobre o preço das passagens e sobre o planejamento das companhias.
De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o governo trabalha em um conjunto de ações que inclui linhas de crédito, mudanças tributárias e prorrogação de tarifas.
“Será um conjunto de medidas que irá mitigar esse impacto, para que o brasileiro na ponta não sofra tanto”, afirmou.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, confirmou que há estudos em andamento para reduzir os efeitos da alta do petróleo sobre a economia, mas sem detalhar as propostas.
O reajuste ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada por conflitos no Oriente Médio. Desde o início da escalada de tensões, o barril chegou a ultrapassar US$ 115, elevando os custos de produção e distribuição de combustíveis.
Para tentar amenizar o impacto imediato, a Petrobras anunciou um modelo de parcelamento. Em abril, as distribuidoras pagarão apenas parte do aumento, equivalente a cerca de 18%, enquanto o restante será dividido em seis parcelas a partir de julho.
Mesmo com a medida, o setor avalia que o cenário é desafiador. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) aponta que o reajuste pode trazer “consequências severas” para as companhias. Na prática, o aumento já começa a refletir nas estratégias das empresas. Algumas companhias indicaram reajustes nas passagens e revisão na oferta de voos, diante do encarecimento do combustível.
Com Informações do G1
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






