Correios podem receber aporte bilionário da União até 2027 para reforçar reestruturação financeira

Governo avalia novo empréstimo e medidas de ajuste que incluem corte de gastos e redução de pessoal na estatal

O governo federal estuda realizar um aporte de capital nos Correios até 2027 como parte do plano de recuperação financeira da estatal. A informação foi confirmada nesta terça-feira, 17, pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

Segundo a ministra, a possibilidade de aporte já está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025. A medida pode ocorrer entre 2026 e 2027, mas ainda está em análise.

“Isso estava previsto no contrato assinado com os bancos, com possibilidade de aporte da União até 2027. Ainda está sendo estudado e, provavelmente, não deve acontecer neste ano”, afirmou Esther Dweck.

Além do aporte, os Correios avaliam a contratação de um novo empréstimo como complemento ao plano de reestruturação. A medida é considerada parte da estratégia para equilibrar as contas da empresa.

“Está sendo analisada a possibilidade de um complemento de empréstimo, que também faz parte dessa equação de recuperação financeira”, acrescentou a ministra.

Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional ampliou o limite para captação de crédito com garantia da União, permitindo que a estatal busque até R$ 8 bilhões adicionais em financiamento. O plano de reestruturação prevê uma série de medidas para redução de despesas, incluindo corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de ativos e o fechamento de mil agências em todo o país.

A empresa também deve implementar um Programa de Demissão Voluntária (PDV), com expectativa de reduzir em até 15 mil o número de funcionários em dois anos, o que representa cerca de 18% do quadro atual.

A necessidade de novos recursos faz parte de uma estratégia mais ampla de reorganização da estatal, que inicialmente previa a captação de até R$ 20 bilhões. A proposta, no entanto, foi reduzida após avaliação das condições de mercado e das taxas de juros.

Com Informações do G1

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus