De “Palhaço a Tiro, Guerra e Bomba”: o Preço alto do voto Extremo e de Protesto

Por Jackson Nascimento, coluna "Dinâmica da Política"

As eleiçõess de 2026 nos trazem uma reflexão pertinente para quem ja passou dos 40 anos de idade, os que viveram ou recordam o período politico das décadas de 1980 e 1990, assim como eu e alguns amigos.

Era uma época de transição política com a redemocratização do país, logo após governos militares.

A escolha por nomes de consenso extremamente com participação e conhecimento político, intelectualidade e participação efetiva na vida pública ou coletiva, faziam parte dos critérios mínimos para ser o escolhido na disputa de cargos eletivos. Havia uma exigência de títulos, histórico de liderança, opinião e aproximação com os anseios da sociedade em suas reinvidições.

Na ultima década houve uma escalada de nomes que obtiveram êxito em suas investidas e acabaram se elegendo com um numero recorde de votos, fenômeno este atribuído a diversos fatores, sendo o mais citado “o voto te protesto”. Protesto que dura segundos, diante da urna eletrônica, e que poderá ir além de um mandato e até se estabecer por décadas.

Experimente acompanhar, as sessões do parlamento de sua cidade, ou as transmissões do congresso nacional e tire suas conclusões!?

Nos dias atuais há diversos candidatos que se apresentam como alternativa ao eleitor que acreditam que podem contribuir para uma politica em nosso estado e ate mesmo no País.

Há algo acontecendo nos debates, temas, discussões e afins que em sua maioria são de interesses duvidosos, diante daquilo que a população necessita. Desde a eleição de um palhaço para compor os 513 deputados federais, que elegem projetos e determinam o futuro de uma nação, com mais de 220 milhões de habitantes, significa que atingimos o ponto mais crítico na escolha de integrantes dos parlamentos.

Ao mencionar Brasília, observemos a produtividade do parlamento estadual com criação de datas comemorativas, entrega de comendas e medalhas, títulos de cidadão, para citar alguns. Na câmara do maior colégio eleitoral do estado, a capital Manaus, a realidade não é diferente, personagens cada vez mais distantes da realidade das ruas, bairros, comunidades, serviços básicos que precisam ser ampliados, acompanhando a explosão demográfica da capital do Amazonas e que hoje somente apontam as falahs de outros agenes públicos e esquecem de fazer o seu trabalho.

Estamos diante de mais uma grande oportunidade de mudar essa realidade.

Precisamos procurar saber quem são e o que podem oferecer determinados candidatos nessas eleições em 2026, pesquisando suas atitudes no passado e o que pensam do futuro para o nosso país, estado e cidade que vivemos, qual sua capacidade e compromisso com as classes, sendo o mínimo para darmos início ao resgate de homens e mulheres públicos que nos representem e nos façam ter orgulho de sermos “Brasileiros e Amazonenses”.

 

Da redação da Jovem Pan News Manaus – Jackson Nascimento, Coluna “Dinâmica da Política”