Dengue cai no Amazonas, mas avanço de outras arboviroses mantém alerta, apontam dados da FVS

Boletim mostra queda expressiva nos casos e óbitos por dengue, enquanto chikungunya cresce e exige atenção contínua

Os casos de dengue no Amazonas apresentaram queda significativa em relação ao ano anterior, assim como o número de mortes provocadas pela doença. De acordo com dados do boletim epidemiológico de arboviroses divulgado nesta segunda-feira (5) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto, a redução foi de 41% nos casos confirmados e de 71% nos óbitos. Mesmo com o recuo, a dengue segue como a arbovirose de maior impacto no estado, com 4.667 casos registrados.

O levantamento mostra que a doença esteve presente em 28 municípios, com maior concentração nas regiões do Rio Juruá e do Alto Solimões. O monitoramento laboratorial identificou predominância do sorotipo DENV-1, além da circulação pontual de outros sorotipos, o que mantém o risco de novos surtos e reforça a necessidade de vigilância permanente.

Em relação às demais arboviroses, os dados indicam comportamentos distintos. A chikungunya apresentou crescimento expressivo, com 156 casos confirmados distribuídos em 26 municípios, principalmente no interior, número quase quatro vezes maior do que o registrado no período anterior. Já a zika teve redução de cerca de 68%, passando de 77 para 25 casos, enquanto a febre do Mayaro também caiu mais de 50%, com 60 registros. Não houve confirmação de casos de febre do Oropouche no período analisado.

O boletim aponta ainda que a combinação entre vigilância epidemiológica, controle do mosquito e vacinação contribuiu para a redução dos casos mais graves, mas destaca que a ampliação da circulação territorial das arboviroses exige atenção da população. A orientação segue sendo eliminar focos do mosquito, procurar atendimento médico diante dos primeiros sintomas e manter o acompanhamento das atualizações epidemiológicas.

 

Com Informações da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus