A área desmatada no Amazonas caiu 56,4% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. No período, o desmatamento passou de 1.656 hectares para 722 hectares, enquanto o número de alertas caiu 42,8%, de 77 para 44 registros, conforme o sistema Deter.
O resultado coloca janeiro de 2026 entre os menores índices recentes para o período. A última vez que o estado registrou área desmatada inferior a 722 hectares em janeiro foi em 2021, quando foram contabilizados 586 hectares. Já o número de alertas ficou abaixo do atual em 2023, com 30 registros.
De acordo com o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, Gustavo Picanço, os dados indicam a consolidação de uma tendência de redução observada desde o ano passado.
“O uso contínuo dos dados do Inpe, aliado ao planejamento das ações em campo, tem permitido respostas mais rápidas e eficientes. Esse trabalho técnico é fundamental para reduzir tanto a área desmatada quanto o número de alertas no Amazonas”, afirmou.
Segundo Picanço, o desempenho também reflete o fortalecimento das análises técnicas do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP) e a ampliação da atuação do Núcleo de Autuação Remota, que permite respostas mais ágeis aos alertas identificados por satélite. O secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, destacou que a redução resulta de uma estratégia integrada.
“Essa queda observada desde 2025 é fruto de uma atuação conjunta. Além do monitoramento e das ações de comando e controle, avançamos no incentivo à bioeconomia e às práticas sustentáveis, com integração entre órgãos ambientais, produção rural, segurança pública e desenvolvimento sustentável”, disse.
Em janeiro de 2026, a maior área desmatada foi registrada em Humaitá, com 265 hectares, seguida por Canutama (79 hectares) e Apuí (69 hectares). No número de alertas, Borba liderou com seis registros, seguido por Canutama e Humaitá, ambos com cinco.
O Deter, criado em 2004, é um sistema de alertas rápidos que utiliza imagens de satélite para identificar indícios de desmatamento e degradação florestal, servindo de base para ações de fiscalização e controle.
No mesmo contexto de fortalecimento da política ambiental, o estado avança no reforço do quadro técnico. Estão previstos concursos públicos para a área ambiental, com vagas para atuação em diferentes frentes, e provas programadas para março de 2026, em Manaus.
Com Informações do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






