O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira, 2, a ofensiva militar contra o Irã e afirmou que a operação representa “a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano”. Segundo ele, o conflito pode durar “quatro ou cinco semanas ou mais”.
A declaração foi feita durante cerimônia na Casa Branca de entrega de medalhas a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão. Foi a primeira fala pública do presidente sobre a escalada do confronto.
Trump afirmou que os objetivos da ação militar são destruir mísseis iranianos, enfraquecer a Marinha do país e impedir o avanço do programa nuclear. “Garantir que o Irã nunca tenha uma arma nuclear” é, segundo ele, uma das metas centrais da ofensiva.
O presidente também declarou que não pretende retomar o diálogo com Teerã. “Não dá lidar com essas pessoas”, afirmou. Estados Unidos e Irã vinham negociando um acordo de não proliferação nuclear antes da intensificação dos ataques.
Conflito e baixas militares
No domingo, 1, o Pentágono confirmou a morte de três militares norte-americanos e informou que cinco ficaram gravemente feridos após um contra-ataque iraniano. Nesta segunda-feira, as Forças Armadas anunciaram que um dos feridos não resistiu.
De acordo com informações divulgadas por autoridades militares, os soldados atingidos estavam lotados no Kuwait, país que abriga bases norte-americanas no Oriente Médio.
Trump afirmou ainda que as forças dos EUA destruíram capacidades de produção e armazenamento de mísseis iranianos e afundaram ao menos dez embarcações do país. Ele também reiterou críticas ao acordo nuclear firmado no passado pelo ex-presidente Barack Obama com o Irã.
Mais cedo, em entrevista à imprensa internacional, Trump declarou que uma nova leva de ataques ainda pode ocorrer. A escalada militar amplia as tensões no Oriente Médio e mantém o cenário de incerteza sobre os desdobramentos do conflito nas próximas semanas.
Com Informações do G1
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






