Edital cultural em Nheengatu é lançado para ampliar acesso de povos indígenas

Documento traduzido para a Língua Geral Amazônica integra ações da Aldir Blanc. Modelo inédito busca facilitar participação em premiações culturais na Amazônia

Para facilitar o acesso de povos indígenas aos editais de premiação cultural, foi lançado no dia 26 de dezembro um modelo inédito de edital traduzido para o Nheengatu, língua tradicional amazônica. A proposta foi apresentada em âmbito nacional como parte das ações da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e busca reduzir barreiras linguísticas no acesso a recursos públicos destinados à cultura.

O modelo de edital foi desenvolvido em parceria entre áreas federais ligadas à cultura e aos povos indígenas e tem como objetivo servir de referência para que estados e municípios adotem documentos semelhantes, traduzidos para as línguas indígenas mais faladas em seus territórios.

A iniciativa reconhece a língua como elemento central da identidade e da memória dos povos originários e busca tornar os processos de inscrição mais compreensíveis, permitindo que mestres, artistas e agentes culturais indígenas participem diretamente das políticas de fomento.

Língua e território

O Nheengatu, também conhecido como Língua Geral Amazônica, é falado por cerca de seis mil pessoas na região do Vale do Rio Negro. A escolha da língua como ponto de partida foi definida a partir de sua relevância histórica e do número de falantes na Amazônia.

A tradução do edital foi realizada por um professor indígena da etnia Baniwa, com apoio de técnicos envolvidos na formulação de políticas culturais. O trabalho buscou adaptar termos técnicos e jurídicos sem comprometer o entendimento do conteúdo.

Modelo replicável

O edital traduzido está disponível para consulta pública e pode ser replicado por estados e municípios. Outros documentos orientadores da Política Nacional Aldir Blanc podem ser acessados na plataforma oficial do programa.

Com informações do Ministério da Cultura
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus