Segundo Jorge Carneiro, o primeiro aspecto que deve ser observado é a forma de conservação do pescado.
“Peixe precisa estar no gelo, dentro de uma cadeia de frio segura e visível para o consumidor”, destacou.
Ele lembra que muitos produtos vêm de outros estados, o que exige ainda mais cuidado com o transporte e armazenamento.
Características do peixe fresco
O especialista explicou que existem sinais simples que ajudam a identificar a qualidade do peixe.
“Olhos brilhantes, nada opacos. Guelras bem vermelhas e carne firme, sem aspecto mole ou gosmento”, orientou.
O odor também é um indicativo importante.
“O peixe não pode ter cheiro forte ou desagradável. Aqui no Amazonas a gente diz que não pode ter aquele ‘pitihu’ forte”, afirmou.
Problemas no transporte e armazenamento
Outro ponto abordado foi a possibilidade de danos internos causados por transporte inadequado.
“Se, ao abrir o peixe, você perceber a cavidade abdominal com os órgãos desfeitos, isso indica extravasamento de enzimas digestivas”, explicou.
Ele também alertou para casos em que há rompimento da bile, o que pode comprometer o sabor e indicar falhas na conservação.
Procedência e riscos à saúde
A origem do pescado é um fator essencial para a segurança alimentar. De acordo com Jorge Carneiro, conhecer se o peixe é de piscicultura ou de pesca extrativa pode reduzir riscos.
Ele citou a rabdomiólise, doença que tem sido relacionada principalmente ao consumo de peixes de rios e lagos em períodos de seca.
“Hoje já se sabe que esses casos têm relação com peixes de ambientes naturais, e não com os de piscicultura”, disse.
Papel do consumidor na fiscalização
O gerente destacou ainda a importância da participação da população.
“Nós precisamos dos olhos do consumidor. Nossa equipe não está em todos os lugares ao mesmo tempo. Ao identificar qualquer irregularidade, é essencial fazer a denúncia”, reforçou.
Segundo ele, ações educativas e fiscalizações vêm sendo realizadas, mas ainda há estabelecimentos que precisam se adequar às normas sanitárias.






