Os prejuízos causados às comunidades ribeirinhas da zona rural atingidas pela enchente do Rio Acre, registrada em dezembro de 2025, são estimados preliminarmente em cerca de R$ 3 milhões, segundo a Defesa Civil municipal. O valor ainda depende da conclusão da Avaliação de Danos (Avadan), que está em fase de elaboração.
Em entrevista ao site ac24horas, o coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que o número pode sofrer ajustes após o fechamento do relatório técnico. “Esse número pode variar para mais ou para menos, dependendo da conclusão do relatório final. Por enquanto, trabalhamos com a estimativa de R$ 3 milhões em prejuízos”, afirmou.
De acordo com o coordenador, o prazo para finalização da Avadan é de até 30 dias após a ocorrência do desastre, período em que as equipes realizam o levantamento detalhado dos danos.
Além das perdas econômicas, a enchente atingiu cerca de 968 famílias, o que corresponde a aproximadamente 4 mil pessoas na zona rural. Desse total, cerca de 250 famílias, o equivalente a mil pessoas, ficaram em situação de isolamento nas cinco comunidades mais impactadas.
Enquanto o levantamento técnico é concluído, a Defesa Civil mantém ações de assistência às famílias afetadas. “Após as perdas, levamos o mínimo necessário, como cestas básicas e kits de assistência, para minimizar os impactos imediatos. Toda essa produção perdida é a principal fonte de renda dessas famílias”, disse Falcão.
Segundo o coordenador, mesmo com o nível do rio já abaixo da cota de alerta e com as famílias que estavam em abrigos públicos tendo retornado às casas, o valor divulgado permanece como estimativa inicial, baseada nos primeiros levantamentos e em ocorrências anteriores. Ao todo, 16 comunidades rurais foram atingidas pela enchente, sendo que cinco ficaram isoladas.
O impacto recai principalmente sobre pequenos produtores, com perdas em hortas, plantações de mandioca e outras culturas que garantem a subsistência e a renda das famílias da região.
Com informações do ac25horas*
Por Haliandro Furtado — Redação da Jovem Pan News Manaus






