Escola de Parintins vence Olimpíada Nacional de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena

A Escola Estadual Senador João Bosco, em Parintins, conquistou o 1º lugar na 2ª edição da Olimpíada Brasileira de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena (Obereri). O resultado destaca o protagonismo estudantil e o fortalecimento da educação antirracista na rede estadual do Amazonas.

Estudantes da Escola Estadual Senador João Bosco, em Parintins, garantiram o primeiro lugar na etapa nacional da 2ª Obereri, competindo com milhares de escolas de todo o Brasil e desenvolvendo projetos sobre racismo ambiental, culturas tradicionais e conhecimento científico.

A 2ª edição da Olimpíada Brasileira de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena (Obereri) reuniu 1.773 escolas, 1.512 professores, 1.560 equipes e 13.688 estudantes de todo o país. Entre os participantes, 17 escolas representaram o Amazonas.

A equipe campeã da Escola Estadual Senador João Bosco foi composta por Rosa Monteverde, Clara Juliana, Manuela Rendeiro, Letícia de Araújo e Enzo Cruz, de 16 anos, que também recebeu uma bolsa de Iniciação Científica Júnior para aprofundar estudos nas temáticas da olimpíada.

Os estudantes desenvolveram artigos científicos, responderam questionários interdisciplinares e criaram um podcast abordando temas como racismo ambiental, crise climática, conhecimentos tradicionais, e a realidade de povos indígenas e quilombolas. Enzo destacou que a experiência permitiu aos jovens da Amazônia discutir questões globais com seriedade.

A professora de História Cristiana Butel orientou a equipe e ressaltou que o protagonismo dos alunos foi central no desenvolvimento dos projetos. Ela também recebeu reconhecimento pelo projeto “Puxirum: tecendo memórias, culturas e resistências na Escola João Bosco”, vencendo a 2ª edição do prêmio “Educadores que Transformam”, da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar.

Parintins já havia alcançado destaque na primeira edição da Obereri, em 2024, e o município ampliou a participação em 2025, com seis equipes competindo, fortalecendo as práticas pedagógicas voltadas à educação étnico-racial na rede estadual.

A Obereri é baseada nas Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. As escolas com melhor desempenho recebem o selo de escola antirracista, reconhecendo o compromisso com diversidade e equidade étnico-racial.

A conquista da Escola Estadual Senador João Bosco reforça o papel da educação pública do Amazonas na formação de jovens pesquisadores e na promoção de reflexões sobre diversidade cultural e inclusão social.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.