Esmagamento de soja deve bater recorde no Brasil em 2026, aponta Abiove

Nova projeção indica alta na produção de farelo e óleo, sustentada por uma safra estimada em 177,1 milhões de toneladas

O esmagamento da soja no Brasil deve alcançar um novo recorde em 2026. A estimativa é da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que revisou seus números nesta quinta-feira (22) e passou a projetar 61 milhões de toneladas processadas, volume 0,8% acima da previsão anterior.

Com mais grãos entrando nas indústrias, a produção de derivados também tende a crescer. A Abiove estima que o farelo de soja chegue a 47 milhões de toneladas, avanço de 0,9%, enquanto a fabricação de óleo deve atingir 12,25 milhões de toneladas, alta de 0,8%. Os números consideram a projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta uma safra de 177,1 milhões de toneladas de soja no próximo ciclo.

No comércio exterior, a expectativa é de manutenção da liderança brasileira nas exportações de soja em grão. Para 2026, a projeção é de 111,5 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 0,5%. Também são esperadas exportações de 24,6 milhões de toneladas de farelo e de 1,45 milhão de toneladas de óleo, este último com alta expressiva de 11,5%.

Os dados mais recentes ajudam a explicar o cenário. Em 2025, a produção de soja em grãos foi de 171,5 milhões de toneladas, com 58,5 milhões de toneladas esmagadas. A fabricação de farelo somou 45,1 milhões de toneladas, enquanto a de óleo chegou a 11,7 milhões de toneladas. No mesmo período, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmou exportações de 108,2 milhões de toneladas de soja em grão, 23,3 milhões de toneladas de farelo e 1,36 milhão de toneladas de óleo, além da importação de 969 mil toneladas de grãos e 105 mil toneladas de óleo.

A Abiove também informou que, em novembro de 2025, o processamento de soja atingiu 4,369 milhões de toneladas, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. De janeiro a novembro, o total processado somou 48,1 milhões de toneladas, com crescimento de 4,6% na comparação anual.

 

Com Informações da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus