Estudante de Manaus cria instituto para preservação de línguas indígenas

Projeto reúne pesquisa, ferramentas digitais e documentação de idiomas tradicionais, incluindo línguas como Tikuna, Tukano e Sateré-Mawé.

O estudante manauara Juliano Dantas Portela, de 18 anos, criou o Instituto de Sustentabilidade Linguística da Amazônia (ISLA) com foco na preservação e documentação de línguas indígenas. A iniciativa surgiu após sua aprovação em quatro universidades dos Estados Unidos e reúne pesquisa acadêmica, tecnologia e produção de conteúdo educacional voltado à Amazônia.

Juliano foi aprovado em Yale University, University of Pennsylvania, Northwestern University e Dartmouth College. Em 2023, escolheu Yale, onde cursa Ciência da Computação e Linguística. A formação sustenta o trabalho desenvolvido pelo instituto, que busca ampliar a presença de línguas indígenas no ambiente digital.

Experiência iniciada no ensino médio

Ex-aluno do Colégio Militar de Manaus, Juliano desenvolveu ainda no ensino médio o Linklado, um teclado digital com caracteres de mais de 50 línguas indígenas amazônicas. O projeto marcou o início da aplicação de tecnologia à preservação cultural e linguística.

O ISLA atua na documentação de línguas indígenas, no desenvolvimento de tecnologias inclusivas e na criação de materiais educacionais. O trabalho envolve famílias linguísticas como Tukano, Tikuna e Sateré-Mawé, com atenção às autodenominações e às especificidades culturais de cada povo.

Debate internacional sobre diversidade linguística

Em 2025, Juliano levou o tema da sustentabilidade linguística à COP30, realizada em Belém. A participação destacou a relação entre diversidade cultural e preservação ambiental no debate climático internacional.

O instituto segue em expansão, com foco na produção de ferramentas digitais e no fortalecimento da presença das línguas indígenas amazônicas em plataformas tecnológicas e educacionais.

Com informações do D24
Fotos: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus