Urgente: EUA realizam ataque militar à Venezuela; Trump afirma captura de Maduro

Após ofensiva militar, permanece incerto o local para onde Maduro e a esposa teriam sido levados

Os Estados Unidos lançaram na madrugada deste sábado (3) uma operação militar de grande escala contra a Venezuela, que, segundo o presidente americano Donald Trump, resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A informação foi divulgada por Trump em sua rede social, mas ainda não foi confirmada de forma independente pelo governo venezuelano ou por organismos internacionais.

Paradeiro de Nicolás Maduro e da primeira-dama segue indefinido após operação militar.

Vídeos e relatos de moradores mostram explosões e aeronaves sobrevoando Caracas e áreas estratégicas do país durante a madrugada, além de cortes de energia e forte presença militar em pontos da capital e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira.

Anúncio de Trump e informações divergentes sobre a captura

Em sua postagem, Trump afirmou que a operação foi um “ataque de grande escala” liderado por forças americanas e que Maduro teria sido capturado e levado para fora do território venezuelano. Não há informações oficiais sobre para onde Maduro e sua esposa foram levados ou sob qual base jurídica ocorreu a ação. 

Autoridades dos EUA descreveram a ação como a intervenção mais direta na Venezuela desde a invasão do Panamá em 1989, destacando que o país vinha sendo acusado por Washington de operar como um “narco-estado” e justificar pressões militares constantes ao longo de 2025.

Reação do governo venezuelano

O governo venezuelano denunciou a ofensiva como uma “grande agressão militar” e uma violação da soberania nacional. Em comunicado oficial, Caracas afirmou que ataques atingiram “locais civis e militares” e que a ação constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, que consagra o respeito à soberania e a proibição do uso da força.

O presidente Maduro declarou estado de emergência em todo o país e convocou a população e as forças armadas para se mobilizarem diante da ação estrangeira. Autoridades venezuelanas classificaram o episódio como um ato de “agressão imperialista” e reafirmaram que a defesa da pátria é uma prioridade.

Repercussão internacional e críticas à intervenção

A reação global foi imediata. Governos vizinhos, como os do Colombia e de Cuba, condenaram o ataque e pediram respeito ao direito internacional e à paz na região. Organizações internacionais manifestaram preocupação com a escalada e seus possíveis efeitos sobre a estabilidade na América Latina.

Analistas apontam que a ação dos EUA, além de criar uma crise diplomática sem precedentes nas Américas, pode impactar diretamente a soberania dos países da região, pois mudanças de regime por meio de intervenção militar podem gerar insegurança nas fronteiras, instabilidade política e pressão sobre governos que mantêm relações diplomáticas com Caracas e Washington.

Contexto de tensão e possíveis consequências

A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela vinha crescendo ao longo de 2025, com Washington intensificando pressões políticas e acusações contra o governo Maduro por supostas ligações com narcotráfico e fraudes eleitorais, e com operações militares no Caribe contra embarcações associadas ao tráfico.

Enquanto autoridades americanas defendem a operação como uma resposta necessária a crimes transnacionais e questões de segurança, críticos alertam que a intervenção pode desestabilizar toda a região. Países vizinhos, como Brasil, Colômbia e Guianas, observam com preocupação a possibilidade de novos fluxos migratórios, tensões fronteiriças e pressões econômicas decorrentes de um conflito prolongado.

A ofensiva representa uma das maiores rupturas militares nas Américas em décadas, suscitando debates sobre soberania estatal, normas internacionais e o papel das potências globais na política regional.

Linha do tempo da escalada entre EUA e Venezuela

2024–2025
– Relações entre Estados Unidos e Venezuela permanecem tensionadas, com sanções econômicas, acusações de narcotráfico contra integrantes do governo venezuelano e bloqueios diplomáticos.
– Washington amplia presença militar no Caribe e intensifica exercícios conjuntos com países aliados.

Segundo semestre de 2025
– EUA passam a classificar o governo Maduro como ameaça direta à segurança regional.
– Venezuela denuncia movimentações militares próximas às suas fronteiras e acusa os EUA de preparar uma intervenção.

Janeiro de 2026 – madrugada do dia 3
– Explosões são registradas em Caracas e em áreas estratégicas do país.
– Relatos nas redes sociais mostram sobrevoo de aeronaves militares, cortes de energia e deslocamento de tropas.

Manhã do dia 3
– O presidente dos EUA, Donald Trump, afirma em rede social que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados durante uma “operação de grande escala”.
– A informação não é confirmada de forma independente.

Horas seguintes
– O governo venezuelano classifica a ação como “agressão militar estrangeira” e declara estado de emergência.
– Países da América Latina e organismos internacionais pedem esclarecimentos e defendem o respeito à soberania e ao direito internacional.

A ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo capítulo de tensão nas Américas e reacende o debate sobre soberania, intervenção militar e estabilidade regional.

O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, anunciado como uma operação de grande escala que teria resultado na captura de Nicolás Maduro, reacende o debate sobre os limites da intervenção militar e a soberania dos Estados. O episódio remete à histórica ingerência externa na América Latina e levanta questionamentos sobre a substituição da diplomacia pelo uso da força, prática que fragiliza o direito internacional e amplia tensões regionais.

Maduro acusa Washington de buscar o controle das reservas de petróleo venezuelanas, enquanto países vizinhos enfrentam riscos concretos de instabilidade política, pressão migratória, impactos econômicos e agravamento de crises humanitárias. Até o momento, não há confirmação oficial de mortos ou feridos, embora autoridades venezuelanas relatem danos a áreas civis. Organizações humanitárias acompanham o cenário com preocupação diante da escalada do conflito.