Países da Europa e da Ásia rejeitaram o pedido dos Estados Unidos para envio de forças militares ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. A solicitação foi feita após o bloqueio da passagem nos primeiros dias da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O presidente Donald Trump afirmou ter contatado ao menos sete governos para reforçar a presença naval na região, com o objetivo de garantir a segurança da navegação e retomar o fluxo de cargas.
A resposta negativa veio de diversos aliados, com destaque para a Alemanha. O ministro da Defesa alemão afirmou que não vê papel para a Otan na crise.
“O que Trump espera que um punhado de fragatas europeias consiga realizar no Estreito de Ormuz que a poderosa Marinha americana não possa alcançar sozinha? Essa não é a nossa guerra, nós não começamos esse conflito”, declarou.
Outros países europeus, como Itália, Espanha e Grécia, também recusaram o pedido americano.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o país não pretende se envolver em um conflito mais amplo e defendeu solução diplomática. A decisão sobre eventual envio de navios ainda não foi definida.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que o bloco discute alternativas, mas reforçou que a prioridade é manter o estreito aberto para o comércio internacional.
Na Ásia, o Japão informou que não pretende enviar navios militares ao Golfo Pérsico. A Austrália adotou a mesma posição.
A China não anunciou medidas militares e reiterou a defesa de interrupção das ações armadas, citando riscos ao comércio global e ao fornecimento de energia.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que embarcações de diferentes países foram autorizadas a atravessar o Estreito de Ormuz, sem detalhar critérios. Segundo ele, a passagem permanece restrita a países considerados adversários.
Durante entrevista ao jornal Financial Times, Trump afirmou que a falta de apoio pode afetar o futuro da Otan. Mais tarde, voltou a criticar aliados pela recusa em contribuir com a operação.
“E o nível de entusiasmo importa para mim”, disse o presidente ao comentar a resposta negativa de países que, segundo ele, foram apoiados pelos Estados Unidos ao longo dos anos.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo e conecta produtores do Golfo Pérsico a mercados internacionais. O bloqueio da passagem elevou a tensão no mercado energético e ampliou a pressão por soluções para garantir a navegação.
As negociações seguem sem consenso entre os aliados sobre participação militar, enquanto os Estados Unidos buscam apoio para ampliar a presença na região.
Com informações do G1*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






