Exclusiva: Festival de Calouros do Sesc Amazonas abre inscrições e promete revelar novos talentos da música em Manaus

A analista de comunicação do Sesc Amazonas, Jaciara Ferraz, destaca novidades da 46ª edição, que terá nova categoria juvenil e premiação superior a R$ 70 mil.

A tradição de revelar vozes marcantes da música amazonense ganha um novo capítulo em 2026. O Festival de Calouros do Sesc Amazonas, um dos eventos culturais mais antigos do estado, abriu inscrições para sua 46ª edição e promete mais uma vez transformar talentos anônimos em protagonistas do cenário musical local.

Criado em 1980 pelo cantor e compositor Zezinho Corrêa, o festival nasceu como uma iniciativa voltada inicialmente aos comerciários que frequentavam o Sesc no horário de almoço. Ao longo das décadas, porém, o projeto ganhou dimensão estadual e se consolidou como um verdadeiro celeiro de artistas, revelando nomes que mais tarde se tornariam referências na música regional.

Com inscrições abertas até 18 de março, a edição deste ano chega com novidades, ampliação de categorias e uma premiação total que ultrapassa os R$ 70 mil. Mais do que uma competição, o evento busca incentivar a formação artística e criar oportunidades reais para quem sonha em viver da música.

Para falar sobre o festival e explicar o que muda em 2026, a analista de comunicação do Serviço Social do Comércio no Amazonas, Jaciara Ferraz, em entrevista exclusiva ao programa Minuto a Minuto, da Jovem Pan News Manaus, apresentado pelo jornalista Caubi Cerquinho, destacou as novidades da 46ª edição do evento, como a criação da categoria juvenil, o aumento da premiação e as oportunidades de formação artística oferecidas aos participantes. Segundo ela, o festival mantém a proposta de revelar novos talentos e fortalecer o cenário musical amazonense.

Logo no início da conversa, ela ressaltou que, mesmo após mais de quatro décadas, o espírito do festival permanece o mesmo: abrir espaço para quem deseja mostrar seu talento.

O festival foi criado pelo saudoso Zezinho Corrêa, que foi nosso colaborador por muitos anos. Ele passou por vários formatos ao longo do tempo, mas sempre priorizou a descoberta de novos talentos e o incentivo a quem quer seguir carreira na música aqui em Manaus”, explicou.

Novidade: categoria juvenil amplia participação

Uma das principais mudanças desta edição é a criação da categoria juvenil, ampliando o alcance do festival e permitindo que mais jovens artistas participem da competição.

Até então, o evento contava apenas com categorias infantil e adulta. A nova divisão passa a contemplar três faixas etárias diferentes, permitindo que talentos em diferentes momentos da vida artística tenham espaço no palco.

Este ano, além da categoria infantil e adulto, nós incluímos também a categoria juvenil. Na infantil podem participar crianças de 7 a 12 anos, na juvenil adolescentes de 13 a 17 anos e na categoria adulta pessoas a partir de 18 anos”, destacou Jaciara.

A ampliação reflete o crescimento do interesse de jovens pela música e a importância de oferecer espaços seguros e estruturados para o desenvolvimento artístico.

É um espaço muito importante para essas crianças e jovens se destacarem e começarem a trilhar um caminho dentro do cenário cultural da cidade”, completou.

Grande procura já nas primeiras semanas

Mesmo com as inscrições ainda abertas, o interesse do público já chama atenção da organização. Segundo Jaciara Ferraz, o festival costuma atrair centenas de candidatos a cada edição — e 2026 não deve ser diferente.

A procura é sempre grande. No ano passado tivemos mais de 500 inscritos e, neste ano, já ultrapassamos a marca de 200 participantes, mesmo com várias semanas ainda pela frente até o encerramento das inscrições”, revelou.

Além da visibilidade artística, o aumento da premiação também contribui para atrair novos candidatos.

A premiação aumentou e isso também chama bastante atenção. Mas o principal continua sendo a oportunidade de mostrar o talento e ter contato com profissionais da área”, acrescentou.

Muito além da competição

O Festival de Calouros não funciona apenas como um palco para apresentações. Ao longo do processo seletivo, os participantes também passam por oficinas e atividades formativas voltadas ao desenvolvimento artístico.

Após o encerramento das inscrições, os candidatos participam de audições presenciais. Os selecionados avançam para as etapas eliminatórias e, posteriormente, para a grande final.

Durante esse percurso, o Sesc oferece treinamento e preparação para palco.

Além da competição, nós também oferecemos oficinas de expressão corporal e técnicas vocais. A ideia é desenvolver os participantes e ajudá-los a aprimorar o talento que eles já têm”, explicou Jaciara.

Segundo ela, essa preparação é essencial para quem deseja seguir carreira artística.

Muitos chegam apenas com a vontade de cantar, mas acabam aprendendo também sobre postura de palco, interpretação e performance. É um aprendizado importante para quem sonha em ser artista”, disse.

Estrutura profissional para os participantes

Outro diferencial do festival é a estrutura oferecida aos candidatos selecionados. Os participantes não precisam ter banda própria ou experiência profissional para se inscrever.

O evento disponibiliza músicos, ensaios e suporte técnico para que os concorrentes possam apresentar seu melhor desempenho no palco.

A inscrição é individual, não é para bandas ou grupos. Mas o Sesc oferece banda para acompanhar os participantes. Eles escolhem a música na inscrição e, se avançarem na competição, terão ensaios com os músicos”, detalhou.

Além disso, na etapa final os finalistas contam até mesmo com figurino preparado pela organização.

Na final, os participantes também recebem figurino para a apresentação. É um momento muito especial e queremos que eles tenham uma experiência completa de palco”, afirmou.

Caminho até a grande final

Após o período de inscrições, os candidatos passam por uma série de etapas eliminatórias. As audições acontecem no anfiteatro do Sesc Balneário, espaço tradicional para apresentações culturais na cidade.

Dali saem os participantes que seguem para as eliminatórias e, posteriormente, para a final do festival.

Começamos com as audições, depois teremos as eliminatórias e então chegamos à grande final. Durante esse processo também acontecem ensaios e oficinas”, explicou.

A decisão final está marcada para o dia 16 de maio e será realizada no icônico Largo de São Sebastião, integrando a programação da Semana S do Comércio.

Critérios de avaliação

Para garantir a qualidade artística da competição, o festival conta com uma banca julgadora formada por profissionais da música, comunicação e produção cultural.

Os jurados avaliam diversos critérios além da afinação.

Os participantes são avaliados pela qualidade vocal, técnica musical, interpretação artística, originalidade e criatividade. Não basta apenas cantar bem, é preciso mostrar presença de palco e identidade artística”, explicou Jaciara.

A banca responsável pela avaliação ainda está em processo de definição e será divulgada nas próximas semanas.

Um palco que já revelou grandes nomes

Ao longo de sua história, o Festival de Calouros do Sesc Amazonas revelou diversos artistas que posteriormente se destacaram na música regional.

Entre eles estão intérpretes como Arlindo Júnior, Serginho Queiroz, Liz Araújo e Salomão Rossy.

Essas trajetórias reforçam o papel do evento como porta de entrada para novos talentos.

Temos muitos participantes que, depois do festival, acabam entrando em bandas ou seguindo carreira solo. É realmente uma oportunidade para quem quer se mostrar e dar os primeiros passos na música”, destacou.

Cultura como pilar do Sesc

Para o Sesc, o festival também representa uma das principais ações de incentivo à cultura no estado. O evento integra uma série de iniciativas voltadas à formação artística e ao acesso da população à produção cultural.

A cultura é um dos pilares do Sesc. O Festival de Calouros é um dos nossos eventos mais antigos e importantes porque ele revela talentos e oferece oportunidades para novas pessoas se mostrarem na música”, afirmou Jaciara.

Segundo ela, além do festival, a instituição também promove cursos, oficinas e projetos em áreas como dança, música e artes visuais.

É uma forma de fortalecer o cenário cultural e entregar novos artistas para a nossa cidade e para o nosso estado”, concluiu.

Uma chance para quem canta “no chuveiro”

Para quem sempre sonhou em subir ao palco, o momento pode ser agora. Com inscrições gratuitas e estrutura profissional, o Festival de Calouros do Sesc Amazonas se apresenta como uma porta aberta para talentos ainda desconhecidos.

Entre ensaios, audições e apresentações ao vivo, a competição promete movimentar o cenário cultural de Manaus nos próximos meses e talvez revelar a próxima grande voz da música amazonense.

 

Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus