Formação “Não é Não” capacita bandas e blocos para prevenção ao assédio no Carnaval

Bandas, blocos e agremiações carnavalescas de Manaus participaram da formação do protocolo “Não é Não”, iniciativa do Cedim-AM em parceria com Sejusc, Unfpa e Abrasel, voltada à prevenção de assédio e importunação sexual durante o Carnaval.

Bandas, blocos e organizadores de eventos carnavalescos participaram, em Manaus, da capacitação do protocolo “Não é Não”, voltada à prevenção e enfrentamento ao assédio e à importunação sexual durante o Carnaval. A iniciativa é promovida pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim-AM) em parceria com Sejusc, Unfpa e Abrasel.

O treinamento, realizado no Palacete Provincial, na zona sul da capital, reuniu representantes da rede de proteção, agremiações e realizadores de eventos. A programação incluiu a participação da banda Maria Vem Com as Outras e marcou o início das ações de conscientização para o Carnaval no Estado.

Segundo Marília Freire, presidente do Cedim-AM, esta é a segunda edição da formação. O objetivo é incentivar a adesão ao protocolo e tornar o Carnaval um espaço mais seguro, com atenção especial à proteção dos direitos das mulheres. Além da capital, municípios da região metropolitana também foram contemplados com a capacitação.

Participantes recebem adesivos e cartazes que identificam eventos e agremiações que aderiram ao protocolo, permitindo que o público saiba quais festas estão alinhadas às medidas de prevenção ao assédio e constrangimento durante a folia.

Zanza Almeida, presidente da escola de samba Ipixuna, destacou que a capacitação fortalece a rede de apoio e proteção. “O protocolo mostra como, principalmente as mulheres, podem ser acolhidas e cuidadas. Adotar a iniciativa significa contribuir para que o Carnaval seja um momento seguro de diversão”, afirmou.

Sobre o protocolo “Não é Não”
A lei nº 14.786/2023 instituiu o protocolo com o objetivo de proteger mulheres contra assédio e violência em ambientes de lazer. No Amazonas, a Sejusc implementa a ação por meio da Secretaria Executiva de Políticas para Mulheres (SEPM). Para reforçar a mensagem de respeito, o programa utiliza tatuagens temporárias, cartazes e divulga os canais de denúncia 190 (Polícia Militar) e 180 (Central de Atendimento à Mulher), garantindo que vítimas possam registrar ocorrências e receber apoio imediato.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.