Garimpeiro vira réu por mineração ilegal no interior do AM após flagrante com ouro e mercúrio

Denúncia do MPF envolve exploração sem autorização no Rio Puruê, em Japurá; órgão pede indenização por danos ambientais e coletivos

Um garimpeiro que atuava no Rio Puruê, no município de Japurá, interior do Amazonas, passou a responder como réu por crimes ligados à mineração ilegal, após denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). O caso tem origem em uma fiscalização realizada em agosto de 2024 por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Durante a operação, o homem foi flagrado com cerca de 50 gramas de ouro e quantidade de mercúrio, além de operar uma draga sem autorização legal. Segundo laudo da Polícia Federal, o material apreendido foi avaliado em aproximadamente R$ 10,4 mil e apresentava características típicas de extração clandestina.

De acordo com o MPF, o investigado responderá por exploração de recurso mineral pertencente à União sem autorização, extração ilegal e uso de substância tóxica em desacordo com a legislação ambiental.

Além da responsabilização criminal, o órgão solicitou à Justiça a condenação do réu ao pagamento de R$ 67,9 mil por danos ambientais e R$ 5 mil por danos morais coletivos. Também foi requerida a perda dos equipamentos utilizados na atividade.

O caso é acompanhado por uma unidade especializada do MPF voltada ao combate à mineração ilegal na Amazônia Ocidental. O órgão reforça que o uso de mercúrio em garimpos representa risco significativo à saúde humana e ao meio ambiente, especialmente em regiões de rios, onde a substância pode contaminar a água e afetar comunidades ribeirinhas e cadeias alimentares.

A prática de garimpo ilegal é considerada um dos principais vetores de degradação ambiental na região amazônica, com impactos diretos sobre a biodiversidade e os recursos hídricos.

Com Informações do MPF

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus