Haddad diz que Brasil diversifica reservas e amplia mercados diante de cenário global instável

Em entrevista ao UOL News, ministro afirma que país reforça estratégia externa e ajusta portfólio de reservas para reduzir riscos internacionais

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil vem ampliando sua atuação comercial no exterior e diversificando as reservas internacionais em resposta às tensões no cenário global. A declaração foi feita em entrevista ao UOL News, nesta segunda-feira (19).

Segundo Haddad, a estratégia atual busca reduzir riscos em um ambiente internacional mais instável. Ele destacou que o país acumula cerca de US$ 360 bilhões em reservas, conforme dados do Banco Central do Brasil, e que parte desse montante passa por ajustes no portfólio.

“Temos muito dólar acumulado e estamos diversificando as moedas para ter mais segurança num mundo tão conturbado”, disse o ministro, ao comentar a política de gestão das reservas.

Na avaliação de Haddad, o Brasil também tem reaberto canais diplomáticos e comerciais e buscado mercados em diferentes continentes. O ministro afirmou que a atual política externa procura ampliar parcerias e oportunidades de comércio internacional, observando o contexto de conflitos e disputas econômicas entre grandes potências.

Durante a entrevista, Haddad comparou a estratégia atual com o período anterior e disse que o país trabalha para reintegrar-se às cadeias globais de comércio, em um cenário de incertezas geopolíticas e econômicas. Ele mencionou que a condução da política externa e econômica ocorre em coordenação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro também citou que a diversificação das reservas é uma medida técnica, adotada por diferentes países, para proteger economias nacionais de oscilações cambiais e choques externos.

“A ideia é ganhar resiliência. Diversificar o portfólio é uma forma de proteção num ambiente internacional mais volátil”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio a debates sobre a posição do Brasil no comércio global e sobre os efeitos das tensões internacionais na economia. Haddad indicou que o governo acompanha o cenário externo e avalia ajustes conforme a evolução do contexto global.

 

Com Informações do UOL News

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus