Lucas Pinheiro Braathen encerrou a temporada de 2026 da Copa do Mundo de Esqui Alpino com um feito histórico para o Brasil. O atleta venceu a etapa de Lillehammer nesta segunda-feira (24) na disciplina slalom gigante, conquistando o primeiro lugar na classificação geral da temporada e recebendo o prestigiado Globo de Cristal.
O brasileiro completou as duas descidas em 2 minutos, 20 segundos e 65 centésimos, superando a pressão dos favoritos suíços. Marco Odermatt, principal concorrente de Lucas na disputa pelo troféu, caiu na primeira descida, enquanto Loic Meillard terminou em segundo e o norueguês Atle Lie McGraff ficou em terceiro.
“Quanto tempo é preciso para entrar para a história? Para Lucas Pinheiro Braathen, 1min18s8c foi o suficiente. Quando ajeitou os esquis para descer a pista, o brasileiro respirou pela última vez como um ser humano comum. Uma descida que o elevou ao Olimpo, ao topo!”, destacou a narração da conquista olímpica do atleta.
A temporada de Lucas foi marcada por resultados impressionantes. Além do título em Lillehammer, ele conquistou ouro em Milano-Cortina, garantindo a primeira medalha olímpica de inverno para o Brasil. Desde que passou a competir representando o país, subiu ao pódio 13 vezes, incluindo vitórias no slalom gigante em Levi, na Finlândia.
Esta é a primeira vez que Lucas recebe o Globo de Cristal no Giant Slalom.
Anteriormente, havia conquistado o troféu no Slalom em 2022, quando ainda representava a Noruega. Com isso, ele se tornou apenas o segundo brasileiro a ganhar o troféu, depois de Cristian Ribera, campeão no paraesqui cross-country em 2025.
Mesmo enfrentando condições difíceis na pista, com neve intensa que dificultava a visibilidade, Lucas manteve o melhor tempo na primeira descida (1min13s92) e cravou 1min11s8c na segunda, totalizando 2min25s e garantindo o ouro.
No slalom gigante, prova que não é sua especialidade principal, ele mostrou garra e determinação, consolidando seu nome no esporte latino-americano.
Ao final, Lucas terminou a temporada com 547 pontos na classificação geral, enquanto Odermatt ficou com 495 pontos. Com a vitória em Lillehammer, o brasileiro dá mais um passo na história do esqui, inspirando o país e fortalecendo a presença do Brasil em competições de inverno, um feito que demorou 102 anos e 26 edições olímpicas para se tornar realidade.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Fabrice Coffrini/AFP






